Julgamento de Monique Medeiros e Jairinho: Babá de Henry Borel depõe e gera novas controvérsias
O sétimo dia do julgamento de Monique Medeiros e do ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, acusados pela morte do menino Henry Borel, de 4 anos, teve como destaque o depoimento da babá Thaynã Ferreira. A profissional, que acompanhava a rotina da criança, é apontada como peça fundamental no processo, especialmente por supostamente ter comunicado à mãe de Henry sobre possíveis agressões sofridas pelo enteado.
A sessão, que estava prevista para iniciar às 10h de domingo, sofreu um atraso de aproximadamente uma hora. Além de Thaynã, a expectativa era de ouvir outras testemunhas arroladas pela defesa de Jairinho. Contudo, a mudança de versão da babá ao longo das investigações é o ponto central que chama a atenção no desenrolar do caso.
Durante o processo, Thaynã Ferreira alterou sua narrativa sobre os fatos em pelo menos duas ocasiões distintas. Essa inconsistência levanta questionamentos sobre a credibilidade de seu testemunho e pode impactar diretamente o andamento do julgamento, que busca esclarecer as circunstâncias da morte do menino em março de 2021.
Mudanças de Versão da Babá no Caso Henry Borel
Em audiência realizada em outubro de 2021, Thaynã Ferreira afirmou não ter presenciado qualquer ato que pudesse gerar desconfiança na relação entre Henry e o padrasto, Jairinho. Essa declaração contradiz apurações feitas pela Polícia Civil, que, através da análise de dados do celular de Monique Medeiros, descobriu que a babá enviava mensagens à mãe da criança relatando possíveis agressões.
Meses antes dessa audiência, em outra ocasião, Thaynã havia admitido ter testemunhado agressões contra Henry e mencionado conversas sobre o tema com Monique. Já em seu primeiro depoimento, logo após a morte do menino em março de 2021, a babá negou ter presenciado quaisquer maus-tratos e fez comentários positivos sobre a relação de Jairinho com Monique e Henry.
Expectativa da Defesa e Acusações
O advogado de Jairinho, Rodrigo Faucz, expressou o desejo de ouvir um número maior de testemunhas no domingo para agilizar o julgamento. Ele reiterou a tese da defesa de que há um conluio para incriminar seu cliente e manipular a opinião pública, confiando na absolvição de Jairinho.
A defesa de Monique Medeiros também se manifestou confiante na absolvição da ex-professora, alegando que ela é inocente e vítima no processo. O advogado Hugo Novais afirmou que Monique não cometeu crime algum contra o filho e deve ser inocentada.
Depoimento do Irmão de Monique e Histórico do Julgamento
No sábado anterior, o irmão de Monique, Bryan Medeiros da Costa e Silva, declarou que sua irmã teria sido orientada a mentir em seu primeiro depoimento e responsabilizou a antiga defesa do casal pela construção de uma narrativa inicial que visava manipular os fatos.
Nos seis primeiros dias de julgamento, foram ouvidas 16 testemunhas. Monique Medeiros e Jairinho são julgados por homicídio triplamente qualificado e tortura. O Ministério Público alega que Henry foi submetido a agressões físicas antes de morrer no apartamento onde vivia com a mãe e o padrasto.
Fonte: G1
