Comando Vermelho: A expansão do CV pelo Brasil, infiltração na política e uso de ex-mercenários ucranianos

Comando Vermelho: A expansão do CV pelo Brasil, infiltração na política e uso de ex-mercenários ucranianos

CV se consolida como organização terrorista e expande dominação pelo Brasil Classificado pelos Estados Unidos como uma organização terrorista, o Comando Vermelho (CV) tem intensificado sua expansão territorial e de atuação em diversas frentes. Deixando de se limitar ao tráfico de drogas e armas, a facção agora investe em negócios ilegais em múltiplos setores da […]

Resumo

CV se consolida como organização terrorista e expande dominação pelo Brasil

Classificado pelos Estados Unidos como uma organização terrorista, o Comando Vermelho (CV) tem intensificado sua expansão territorial e de atuação em diversas frentes. Deixando de se limitar ao tráfico de drogas e armas, a facção agora investe em negócios ilegais em múltiplos setores da economia, como combustíveis e internet, e busca influenciar estruturas governamentais.

Investigações apontam que o CV já estabeleceu células em 25 estados brasileiros e no Distrito Federal, o que demonstra uma estratégia de nacionalização e domínio de rotas de tráfico em todo o país. Essa expansão ocorre em meio a um confronto direto com o PCC, outro grupo também classificado como terrorista pelos EUA.

A facção, que surgiu em 1979 no Instituto Penal Cândido Mendes, na Ilha Grande (RJ), opera com chefes que comandam o grupo de dentro de presídios ou de fortificações em complexos de favelas. O Rio de Janeiro se tornou um centro de intercâmbio para a facção, atraindo líderes de todo o Brasil que controlam territórios à distância, em um modelo de “home office do crime”.

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Infiltração na política e cooptação de policiais como estratégias de poder

O Comando Vermelho tem demonstrado ousadia em suas ações, com investigações revelando a infiltração na política e a cooptação de policiais. Essas táticas visam aumentar a influência do grupo em estruturas governamentais e obter proteção institucional.

Casos emblemáticos incluem denúncias contra ex-políticos que teriam atuado para obstruir investigações sobre a facção, repassando informações sigilosas sobre operações policiais. Um exemplo é a acusação contra o ex-presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar, e o ex-deputado TH Jóias, que teriam intermediado negociações envolvendo drogas e equipamentos para o Complexo do Alemão.

A facção também planejava lançar um traficante preso como candidato a vereador em Duque de Caxias (RJ). Trocas de mensagens identificadas pela Polícia Federal indicam o interesse do CV em aliciar agentes políticos para aumentar seu poder e influenciar decisões públicas, utilizando-os como porta-vozes indiretos.

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Tecnologia de guerra e treinamento com ex-mercenários ucranianos

Em relação à disputa territorial, o CV investe em armas de guerra e drones de grande porte capazes de transportar fuzis entre comunidades. O treinamento para operar esses equipamentos estaria sendo ministrado por ex-mercenários brasileiros que retornaram da guerra na Ucrânia.

Esses ex-voluntários estariam repassando técnicas militares aos criminosos, e a facção subvenciona custos para que integrantes sem antecedentes criminais participem do conflito na Ucrânia, possivelmente para adquirir experiência de combate.

A inteligência policial também revelou que o CV obtinha acesso indevido a decisões judiciais e documentos do Ministério Público do Rio, através de policiais corruptos que repassavam informações sigilosas sobre investigações e operações.

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Diversificação econômica: criptomoedas e exploração de internet

O Comando Vermelho tem diversificado suas fontes de lucro, explorando novos negócios ilegais. Uma operação recente descobriu uma fazenda de mineração de criptomoedas instalada em uma favela do Rio de Janeiro, utilizando uma rede improvisada de energia para reduzir custos.

Além disso, a facção tem se envolvido na exploração clandestina de serviços de internet, atuando em diversas cidades do estado do Rio. Empresas que se recusam a pagar taxas ou perdem espaço para operadores ligados ao crime se tornam alvo de represálias, como incêndios.

Outra frente de atuação econômica é a central clandestina de desbloqueio de celulares, onde aparelhos roubados e furtados tinham seus IMEIs modificados para serem revendidos. As vítimas eram coagidas a fornecer senhas ou retirar bloqueios de segurança, facilitando a ação criminosa.

Fonte: O Globo

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