Pediatra revela que pai de Henry Borel pediu para equipe não desistir de reanimar o menino; veja detalhes

Pediatra revela que pai de Henry Borel pediu para equipe não desistir de reanimar o menino; veja detalhes

Depoimento marcante no julgamento de Jairinho e Monique Medeiros O julgamento de Jairo Souza Santos Júnior, o Jairinho, e Monique Medeiros, acusados pela morte de Henry Borel, teve um dos depoimentos mais emocionantes nesta quarta-feira (27). A pediatra Maria Cristina de Souza, que participou do atendimento de emergência ao menino, relatou que Henry chegou ao […]

Resumo

Depoimento marcante no julgamento de Jairinho e Monique Medeiros

O julgamento de Jairo Souza Santos Júnior, o Jairinho, e Monique Medeiros, acusados pela morte de Henry Borel, teve um dos depoimentos mais emocionantes nesta quarta-feira (27). A pediatra Maria Cristina de Souza, que participou do atendimento de emergência ao menino, relatou que Henry chegou ao hospital já sem sinais vitais, mas que a equipe médica prolongou as tentativas de reanimação após um pedido do pai, Leniel Borel.

“Quando a gente já avaliava encerrar o protocolo, encontramos o pai e ele pediu para a equipe não desistir do filho. Aquilo sensibilizou todo mundo e nós continuamos”, afirmou a médica, em depoimento no II Tribunal do Júri, no Centro do Rio. O pedido do pai, segundo ela, foi crucial para que a equipe seguisse tentando salvar a criança.

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Maria Cristina explicou que, apesar de um monitor indicar oxigenação, Henry estava sem pulso ao chegar à unidade de saúde. “Ele chegou com 76% de saturação. Isso não quer dizer que ele estava morto, mas ele estava sem pulso. Ele estava inchado. Foi administrada uma dose de adrenalina e continuamos com a massagem cardíaca. Ele já estava, podemos dizer, tecnicamente morto”, declarou a pediatra.

Tentativas de reanimação e as lesões de Henry

A equipe médica do Hospital Barra D’Or se dedicou por cerca de duas horas às manobras de ressuscitação. A pediatra ressaltou que, em casos envolvendo crianças, os protocolos costumam ser mantidos por mais tempo, pois “existe uma esperança maior”. Durante o atendimento, Maria Cristina também observou a presença de hematomas e marcas arroxeadas em diversas partes do corpo de Henry.

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Questionada sobre a possibilidade de as lesões terem sido causadas por procedimentos médicos, a médica descartou essa hipótese. “Pelo estado em que ele chegou, não havia possibilidade de aquilo ter sido provocado no hospital”, respondeu, enfaticamente.

Causa da morte e o estado de Monique e Jairinho

A pediatra esclareceu que a equipe do Barra D’Or não possuía condições técnicas para determinar a causa da morte de Henry naquela madrugada. Por esse motivo, o procedimento padrão foi encaminhar o corpo para o Instituto Médico-Legal (IML). “A gente não tinha como atestar a causa da morte. Não havia condição técnica para isso naquele momento”, disse.

Ao comentar a presença de Monique Medeiros e Jairinho no hospital, Maria Cristina relatou que a mãe de Henry aparentava estar em estado de choque. Jairinho, por sua vez, permaneceu ao lado da então companheira durante todo o atendimento.

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O julgamento prossegue com novos depoimentos de testemunhas e peritos. Jairinho responde por homicídio triplamente qualificado e tortura, enquanto Monique Medeiros é acusada de homicídio por omissão e de descumprimento do dever de proteção. Ambos negam as acusações.

Fonte: G1

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