Governo do Rio exonera quase 40 servidores da Receita Estadual após operação da PF sobre suposto esquema na Refit

Governo do Rio exonera quase 40 servidores da Receita Estadual após operação da PF sobre suposto esquema na Refit

Governo do Rio demite dezenas de servidores da Receita Estadual em reestruturação O Governo do Estado do Rio de Janeiro promoveu uma ampla reestruturação na Receita Estadual, com a exoneração de quase 40 servidores em cargos de comando. A decisão, publicada no Diário Oficial desta segunda-feira (18), ocorre após a deflagração da Operação Sem Refino […]

Resumo

Governo do Rio demite dezenas de servidores da Receita Estadual em reestruturação

O Governo do Estado do Rio de Janeiro promoveu uma ampla reestruturação na Receita Estadual, com a exoneração de quase 40 servidores em cargos de comando. A decisão, publicada no Diário Oficial desta segunda-feira (18), ocorre após a deflagração da Operação Sem Refino pela Polícia Federal, que aponta um suposto esquema de favorecimento ao Grupo Refit, com investigações que incluem o ex-governador Cláudio Castro.

As exonerações atingiram diversas funções estratégicas, incluindo superintendências, Auditorias Fiscais Especializadas e regionais. Segundo o Palácio Guanabara, a Coordenadoria Tributária de Controle Externo (CTCE) agiu prontamente ao ter conhecimento do caso, afastando os servidores envolvidos de suas funções e determinando o cancelamento de acessos a sistemas para proteger o sigilo fiscal. Um processo administrativo disciplinar foi instaurado.

O computador utilizado pelo ex-secretário de Fazenda Juliano Pasqual, um dos alvos da operação, foi resguardado para auxiliar nas investigações. Paralelamente, está em curso uma apuração extraordinária na Auditoria Especializada de Combustíveis e uma fiscalização específica para investigar irregularidades na concessão de incentivos fiscais à Refit, além de inspeções em todas as empresas mencionadas no relatório da PF.

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Reestruturação acelerada após operação da PF

Embora o Governo do Estado afirme que a reestruturação da Receita Estadual já estava em andamento desde que o desembargador Ricardo Couto assumiu como governador interino em 23 de março, a operação da PF intensificou as medidas. Novas ações são esperadas nos próximos dias, incluindo projetos para garantir a integridade do corpo funcional e uma resolução para regulamentar a relação da Fazenda com entidades externas.

Lucas Salvetti, auditor fiscal com experiência em fiscalização de trânsito de mercadorias e combate a fraudes, assume como novo chefe de gabinete da Secretaria de Estado de Fazenda. Já para a Subsecretaria de Tecnologia da Informação e Comunicação, retorna o auditor fiscal Gabriel Blum, que tem entre suas atribuições garantir o sigilo fiscal.

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Operação Sem Refino investiga fraudes e favorecimento

A Operação Sem Refino, deflagrada em 15 de março, investiga suspeitas de fraudes fiscais, ocultação de patrimônio e irregularidades na operação da refinaria ligada ao Grupo Refit. Entre os alvos estão o ex-governador Cláudio Castro, o empresário Ricardo Andrade Magro, considerado o maior devedor de impostos do país, o desembargador Guaraci Vianna, o ex-secretário estadual de Fazenda Juliano Pasqual e o ex-procurador-geral do estado Renan Saad.

As investigações apontam que o governo de Cláudio Castro teria beneficiado o Grupo Refit com um programa especial de parcelamento de créditos tributários, moldado aos interesses da empresa, cerca de um mês após a interdição de seu parque industrial. A defesa de Cláudio Castro nega as acusações e confia na legalidade das ações tomadas durante sua gestão.

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Grupo Refit acumula dívidas bilionárias com o Estado

O Grupo Refit, atuante no setor de combustíveis, já foi alvo de uma operação em novembro do ano passado por suspeita de participação em esquema de fraude fiscal, crimes contra a ordem econômica e tributária, e lavagem de dinheiro. Segundo a Receita Federal, a empresa deve aproximadamente R$ 26 bilhões aos cofres públicos brasileiros, sendo o segundo maior devedor de ICMS no Rio, com débitos de R$ 10 bilhões.

As investigações revelaram que a Refit movimentou mais de R$ 70 bilhões em um ano, utilizando empresas próprias, fundos de investimento e offshores nos Estados Unidos para ocultar lucros. Diversas empresas ligadas ao grupo atuam como laranjas para afastar a responsabilidade pelo recolhimento do ICMS.

Fonte: O DIA

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