Falência política e institucional marca o Rio de Janeiro
O estado do Rio de Janeiro atravessa um grave colapso político, institucional e econômico. A situação é atribuída não apenas aos cinco anos de má gestão do ex-governador Cláudio Castro (PL), mas também ao abandono por parte de seus representantes eleitos.
O cenário de desgoverno se agrava com a renúncia de Castro e de seu vice, Thiago Pampolha, além da cassação do ex-presidente da Assembleia Legislativa (Alerj), Rodrigo Bacellar. O símbolo máximo dessa crise é a cadeira de governador interinamente ocupada pelo presidente do Tribunal de Justiça (TJ-RJ), Ricardo Couto, enquanto se aguarda decisão do STF sobre a sucessão.
Essa instabilidade ofusca a importância estratégica do Rio para o Brasil. O estado, que já foi capital federal, possui a segunda maior economia estadual e municipal, atrai o maior número de turistas estrangeiros e abriga o principal polo petrolífero do país.
Incapacidade e irresponsabilidade na condução pública
A crise fluminense não se deve à falta de recursos, mas sim à incapacidade e irresponsabilidade na gestão da máquina pública estadual. Milhões de pessoas, como o meio milhão que vivem com fome apenas na capital, são deixadas de lado por um projeto de poder focado em interesses próprios.
É fundamental que o próximo governador esteja comprometido com a defesa do povo e com as necessidades dos territórios historicamente esquecidos. Isso inclui apoiar a agricultura familiar, os terreiros, os povos originários e as comunidades urbanas.
Descaso com servidores e necessidade de um novo olhar
A crise também se reflete no profundo descaso com os servidores públicos estaduais, que aguardam recomposição salarial. Esses profissionais, essenciais para o funcionamento do estado, carecem de reconhecimento e valorização.
Ignorar a corrupção, o despreparo e a conivência do poder público com o crime organizado, focando apenas na segurança pública, é um erro que deve ser evitado. É preciso devolver ao Rio o respeito e seu lugar de referência em diversos setores.
Fonte: Brasil de Fato
