Deputado Marcelo Queiroz explica aumento de patrimônio e nega irregularidades em contratos da Seapa
O deputado federal Marcelo Queiroz (PSDB-RJ) se pronunciou após ser alvo de operação da Polícia Federal que investiga suspeitas de fraude em contratos de castração e esterilização de animais, ligados à Secretaria de Agricultura do Rio de Janeiro (Seapa). Queiroz negou veementemente qualquer enriquecimento ilícito, atribuindo o aumento de seu patrimônio a uma herança.
A investigação da PF aponta para um crescimento patrimonial de 665% entre 2022 e 2024, elevando o valor declarado para R$ 7,6 milhões. O deputado, no entanto, afirmou em vídeo divulgado nas redes sociais que esse acréscimo financeiro é resultado de uma herança deixada por seu pai, o procurador-geral da Fazenda Cid Heraclito de Queiroz, falecido em abril de 2023.
Queiroz, que foi secretário da Seapa entre 2019 e 2022, durante as gestões de Wilson Witzel e Cláudio Castro, declarou ser filho único e que toda a transação foi devidamente comprovada e legalizada. A Polícia Federal suspeita de direcionamento, superfaturamento e fraude em licitações de contratos que somam R$ 200 milhões, envolvendo a empresa Consuvet – Soluções em Saúde Animal, parceira no programa RJPET.
Investigação aponta indícios de fraude em contratos de R$ 200 milhões
A operação, denominada Castratio, cumpriu 12 mandados de busca e apreensão em cidades do Rio de Janeiro e de São Paulo. A PF investiga possíveis crimes como organização criminosa, lavagem de dinheiro e frustração do caráter competitivo de licitações. Indícios apontam que um diretor da Seapa na gestão de Queiroz tornou-se sócio da Consuvet logo após a empresa vencer uma licitação.
A PF também sugere que o engajamento de Queiroz com a causa animal, pelo qual ele se notabilizou, pode ter sido motivado pelos contratos investigados, visando gerar votos e prestígio político. O deputado, contudo, refuta as acusações, classificando a investigação como uma intriga política decorrente de sua candidatura à prefeitura do Rio.
Deputado nega acusações e atribui investigação a intriga política
Marcelo Queiroz afirmou não ter tido acesso aos autos da investigação, mas declarou que as informações divulgadas na imprensa não condizem com a realidade de sua residência, negando a existência de joias, dólares ou carros de luxo. Ele alega que as denúncias carecem de base material e apresentam inconsistências em datas, valores e prazos.
O deputado foi nomeado secretário municipal de Administração do Rio de Janeiro em agosto de 2025, tendo anteriormente ocupado o cargo de secretário estadual de Agricultura no governo Cláudio Castro. A investigação segue em andamento, com a possibilidade de novas descobertas de crimes.
Fonte: G1
