PT intervém no diretório do Rio para definir suplente de Benedita; Quaquá rompe com campanha

PT intervém no diretório do Rio para definir suplente de Benedita; Quaquá rompe com campanha

Intervenção Nacional no PT do Rio em meio a disputa por suplência A Executiva Nacional do Partido dos Trabalhadores (PT) aprovou uma intervenção no diretório estadual do Rio de Janeiro. A decisão visa definir os suplentes de Benedita da Silva, pré-candidata ao Senado, e representa uma derrota para o grupo liderado pelo prefeito de Maricá, […]

Resumo

Intervenção Nacional no PT do Rio em meio a disputa por suplência

A Executiva Nacional do Partido dos Trabalhadores (PT) aprovou uma intervenção no diretório estadual do Rio de Janeiro. A decisão visa definir os suplentes de Benedita da Silva, pré-candidata ao Senado, e representa uma derrota para o grupo liderado pelo prefeito de Maricá, Washington Quaquá.

Benedita da Silva busca indicar seu chefe de gabinete, Manoel Severino, como primeiro suplente. O diretório estadual, com maioria ligada a Quaquá, vetou a indicação. Diante do impasse, a pré-candidata recorreu à cúpula nacional do partido, argumentando seu direito de montar a chapa.

Após a aprovação da intervenção, Washington Quaquá declarou que não fará campanha para Benedita da Silva. A polêmica gira em torno da indicação de Severino, que presidiu a Casa da Moeda no governo Lula e esteve envolvido em um episódio relacionado ao mensalão, admitindo posteriormente ter recebido R$ 100 mil em caixa dois para a campanha de Benedita em 2002.

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Quaquá anuncia rompimento com a campanha de Benedita

A decisão da Executiva Nacional desagradou profundamente Washington Quaquá. O prefeito de Maricá comunicou ao PT que não participará da campanha de Benedita da Silva, citando o risco de desgaste político com a eventual escolha de Manoel Severino para a suplência.

Em mensagens em um grupo de WhatsApp da Executiva Nacional, Quaquá expressou sua insatisfação de forma contundente. “Eu estou c*gando para a suplência. Mas não contem comigo para a eleição dela! Não vou botar minhas digitais nessa burrice”, escreveu o prefeito, indicando seu afastamento total da campanha.

Indicação de Manoel Severino e o passado ligado ao mensalão

Manoel Severino, indicado por Benedita da Silva, ocupou a presidência da Casa da Moeda durante o primeiro governo de Luiz Inácio Lula da Silva. Ele deixou o cargo em meio às investigações do escândalo do mensalão, quando seu nome foi citado em um documento entregue à Polícia Federal pelo empresário Marcos Valério.

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Anos depois, Severino admitiu ter recebido R$ 100 mil em caixa dois. Segundo ele, o valor foi utilizado para quitar dívidas da campanha de Benedita da Silva ao governo do Rio em 2002. A pré-candidata ao Senado pretende disputar a eleição em aliança com o ex-prefeito Eduardo Paes (PSD).

Fonte: G1

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