Segurança Presente em Campos: Especialistas analisam transferência e incertezas após mudanças no comando

Segurança Presente em Campos: Especialistas analisam transferência e incertezas após mudanças no comando

Mudanças no Segurança Presente geram dúvidas e análises em Campos dos Goytacazes O programa Segurança Presente, uma iniciativa de policiamento de proximidade que atua em áreas urbanas do Rio de Janeiro, está no centro de discussões após sua recente transferência da Secretaria de Governo para a Secretaria de Estado de Segurança Pública e a Polícia […]

Resumo

Mudanças no Segurança Presente geram dúvidas e análises em Campos dos Goytacazes

O programa Segurança Presente, uma iniciativa de policiamento de proximidade que atua em áreas urbanas do Rio de Janeiro, está no centro de discussões após sua recente transferência da Secretaria de Governo para a Secretaria de Estado de Segurança Pública e a Polícia Militar. A medida, anunciada pelo governador em exercício Ricardo Couto, gerou especulações e questionamentos por parte de especialistas sobre os impactos na operacionalidade e na filosofia do programa, especialmente em cidades como Campos dos Goytacazes.

Em Campos, o Segurança Presente contava com cerca de 70 agentes e sua transição para o 8º Batalhão da Polícia Militar ocorreu em meio a outras alterações de comando na corporação. Embora a coordenação local aponte para uma transição natural, a falta de definição de novas regras e funções específicas para o programa alimenta as incertezas sobre sua manutenção e eficácia.

A mudança administrativa, que retira o programa de uma pasta de caráter mais político para uma estrutura técnica de segurança, é vista por alguns como um passo positivo para a gestão, mas levanta preocupações sobre a preservação de sua metodologia original de policiamento comunitário e preventivo. A expectativa agora se volta para a publicação de um decreto que definirá as novas diretrizes do Segurança Presente.

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Especialistas debatem os rumos do programa

O pesquisador Roberto Uchoa, especialista em segurança pública, vê a transferência como uma tentativa de centralização administrativa, mas alerta para o risco de descaracterizar a essência do programa. “Ao ser absorvido por estruturas vocacionadas para o policiamento ostensivo tradicional e reativo, há o perigo de que essa metodologia diferenciada seja diluída em favor de uma cultura de confronto”, afirma Uchoa.

Por outro lado, o sociólogo Hamilton Garcia, professor da UENF, considera que programas com presença constante nas ruas, como o Segurança Presente, aumentam a sensação de segurança da população e reforçam a visibilidade do policiamento, algo que muitas vezes é escasso no cotidiano, especialmente no interior.

David Maciel de Melo Neto, outro pesquisador da área, avalia a medida como positiva, pois retira o programa de um ambiente de influência político-partidária e o aproxima de uma gestão mais técnica. Contudo, ele ressalta que a questão da segurança pública no Rio de Janeiro é mais profunda e envolve problemas estruturais, como a falta de coordenação entre Polícia Civil e Militar e o foco excessivo em operações midiáticas.

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Continuidade e desafios em Campos dos Goytacazes

O programa Segurança Presente atua em Campos dos Goytacazes desde janeiro de 2022 e conta com uma estrutura de 33 policiais fixos, com mais de 60 atuando diariamente entre turnos e supervisão. O capitão Luciano Tavares, coordenador local, acredita que a integração com a Polícia Militar deve facilitar a transição, mantendo o foco na presença constante das equipes nas ruas.

Apesar do otimismo local, a falta de clareza sobre as novas normas de transição e a própria instabilidade política que envolve figuras ligadas à criação do programa, como o ex-presidente da Alerj Rodrigo Bacellar, criam um cenário de incerteza. A eficácia da reestruturação dependerá da preservação da autonomia operacional e do orçamento específico do programa, conforme apontam os analistas.

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Contexto político e a segurança pública no Rio

A transferência do Segurança Presente ocorre em um momento de grave crise política e institucional no Rio de Janeiro, marcado por renúncias, prisões e disputas pelo poder. Esse cenário de incertezas impacta diretamente a economia e a segurança pública do estado.

Especialistas como Hamilton Garcia defendem maior investimento em governança e modernização administrativa das polícias, lembrando iniciativas anteriores como o projeto Delegacia Legal, que, apesar de promissoras, não tiveram continuidade. Para eles, o combate à criminalidade exige investimentos permanentes em educação, qualificação das forças policiais e políticas públicas de reinserção social.

Novas diretrizes aguardadas pelo governo

O governo estadual, por meio de sua assessoria, informou que um decreto com as novas diretrizes do programa está sendo elaborado. A expectativa é que este documento traga as definições necessárias para esclarecer o futuro do Segurança Presente e garantir a continuidade de seu trabalho, que, segundo pesquisas, tem um papel importante em reforçar a visibilidade do policiamento e a sensação de segurança da população.

Fonte: g1.globo.com

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