Justiça do Rio tranca inquérito contra vereador e aponta indício de perseguição política

Justiça do Rio tranca inquérito contra vereador e aponta indício de perseguição política

Juiz vê indício de perseguição política e tranca inquérito contra vereador do Rio A Justiça do Rio de Janeiro determinou o trancamento de um inquérito contra o vereador da capital Salvino Oliveira Barbosa (PSD). A investigação apurava suposta ligação do parlamentar com a organização criminosa Comando Vermelho. O juiz Renan de Freitas Ongaratto, da 2ª […]

Resumo

Juiz vê indício de perseguição política e tranca inquérito contra vereador do Rio

A Justiça do Rio de Janeiro determinou o trancamento de um inquérito contra o vereador da capital Salvino Oliveira Barbosa (PSD). A investigação apurava suposta ligação do parlamentar com a organização criminosa Comando Vermelho.

O juiz Renan de Freitas Ongaratto, da 2ª Vara Especializada em Organização Criminosa, considerou que não há justa causa para manter a investigação. Ele citou um indício de uso do aparato policial para “fins de perseguição política” e apontou “flagrantes ilegalidades” na condução do caso.

Em março, o vereador já havia sido solto por decisão do desembargador Marcus Henrique Basílio, do Tribunal de Justiça do Rio. Na ocasião, Basílio acolheu um habeas corpus e sustentou que os elementos apresentados pela polícia eram insuficientes para manter a prisão de Barbosa, não demonstrando seu envolvimento com o Comando Vermelho.

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Desembargador aponta insuficiência de provas

Um dos elementos apresentados pela polícia na investigação era uma conversa de WhatsApp entre o traficante Edgar Alves de Andrade, o Doca, e um comparsa conhecido como Dom. No entanto, o documento não registrou conversa direta com Salvino Barbosa.

Vereador preso em operação contra interferência política

Salvino Oliveira Barbosa foi preso em 11 de março pela Polícia Civil. A prisão ocorreu em uma operação que investigava tentativas de interferência política em áreas dominadas pelo tráfico de drogas.

A versão oficial da polícia indicava que o vereador teria negociado diretamente com Doca uma autorização para realizar campanha eleitoral na comunidade da Gardênia Azul, área sob domínio do Comando Vermelho. Contudo, a decisão judicial posterior contestou a robustez das provas apresentadas.

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Fonte: g1.globo.com

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