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Morre Chico Lopes, Ex-Presidente do Banco Central e Idealizador do Plano Cruzado, Aos 81 Anos

Economista Chico Lopes, figura chave na economia brasileira, falece aos 81 anos no Rio de Janeiro. O Brasil se despede de Francisco Lafaiete de Pádua Lopes, conhecido como Chico Lopes, um economista de vasta trajetória e influência, que faleceu nesta sexta-feira, 8, aos 81 anos. Ele estava internado no Hospital Pró-Cardíaco, no Rio de Janeiro, […]

Resumo

Economista Chico Lopes, figura chave na economia brasileira, falece aos 81 anos no Rio de Janeiro.

O Brasil se despede de Francisco Lafaiete de Pádua Lopes, conhecido como Chico Lopes, um economista de vasta trajetória e influência, que faleceu nesta sexta-feira, 8, aos 81 anos. Ele estava internado no Hospital Pró-Cardíaco, no Rio de Janeiro, há mais de uma semana.

Chico Lopes foi uma figura central em momentos decisivos da economia nacional nas décadas de 1980 e 1990. Sua participação como um dos idealizadores do Plano Cruzado, durante o governo de José Sarney, e seu posterior envolvimento informal com a equipe do Plano Real, demonstram a amplitude de sua atuação e visão econômica.

Nascido em Belo Horizonte em 1945, Chico Lopes construiu uma carreira acadêmica e profissional sólida. Formado em economia pela UFRJ, obteve mestrado na FGV e doutorado em Harvard, onde sua tese de doutorado, concluída em 1972, abordou o desenvolvimento e crescimento do Brasil.

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Carreira Acadêmica e Engajamento em Planos Econômicos

Após seu doutorado, Chico Lopes retornou ao Brasil e dedicou-se ao ensino em instituições de prestígio como a UnB, FGV e PUC-Rio. Sua expertise o levou a ser um nome considerado para a formulação de políticas econômicas de grande impacto no país.

O economista foi nomeado diretor do Banco Central durante o primeiro mandato de Fernando Henrique Cardoso, ocupando o cargo entre 1995 e 1999. Sua ascensão culminou com a indicação para a presidência da instituição em 1999, sucedendo Gustavo Franco.

Trajetória Polêmica e a Banda Cambial

A passagem de Chico Lopes pelo comando do Banco Central foi marcada por um período de intensa volatilidade e desafios, especialmente no que diz respeito à política cambial. Ele propôs a criação da chamada “banda diagonal endógena” para gerenciar a flutuação do real em um momento de forte desvalorização da moeda.

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Apesar de sua indicação, Chico Lopes teve uma permanência efêmera no cargo de presidente, não chegando a ser empossado. Sua proposta para o câmbio, que visava flexibilizar o regime, enfrentou resistência e não foi compreendida pelo mercado na época. Em suas próprias palavras, “na hora em que você mexe no câmbio, não tem como ser uma coisa intermediária”.

Desafios Judiciais e Dedicação à Psicanálise

A carreira de Chico Lopes também envolveu embates com a Justiça. Ele foi acusado de favorecer os bancos Marka e FonteCindam em uma operação de socorro que envolveu a venda de dólares pelo Banco Central a preços abaixo do mercado. Em 1999, a CPI dos Bancos chegou a solicitar sua prisão por recusar-se a depor, embora ele tenha afirmado que os processos foram concluídos.

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Em entrevista concedida ao Estadão em junho do ano passado, Lopes revelou que, mesmo após a conclusão dos processos, ainda possuía bens bloqueados. Nos últimos anos, ele dedicou-se à psicanálise, tendo inclusive escrito um livro sobre o tema, e mantinha o acompanhamento do cenário econômico brasileiro.

Fonte: G1

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