Flávio Dino adia por até 90 dias decisão do STF sobre redistribuição de royalties do petróleo

Flávio Dino adia por até 90 dias decisão do STF sobre redistribuição de royalties do petróleo

Decisão sobre royalties do petróleo suspensa no STF por até 90 dias O ministro Flávio Dino solicitou, na tarde desta quinta-feira (7), um pedido de vista no Supremo Tribunal Federal (STF), suspendendo o julgamento que trata da redistribuição dos royalties do petróleo. A análise do caso, que define novas regras para o repasse dessas verbas […]

Resumo

Decisão sobre royalties do petróleo suspensa no STF por até 90 dias

O ministro Flávio Dino solicitou, na tarde desta quinta-feira (7), um pedido de vista no Supremo Tribunal Federal (STF), suspendendo o julgamento que trata da redistribuição dos royalties do petróleo. A análise do caso, que define novas regras para o repasse dessas verbas a estados e municípios, pode ser prolongada por até 90 dias, período em que Dino devolverá o processo para nova deliberação da Corte.

A decisão de Dino interrompe um julgamento crucial que pode alterar a Lei Federal 12.734/2012, conhecida como Lei dos Royalties. Estados produtores, como o Rio de Janeiro, alertam que a mudança nas regras pode resultar em perdas anuais de aproximadamente R$ 110 bilhões para a economia fluminense.

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Antes da suspensão, a ministra Cármen Lúcia já havia votado contra a inclusão de novos estados na divisão das receitas. Ela argumentou que os estados produtores arcam com significativos “ônus ambientais, administrativos e financeiros” em decorrência da exploração de petróleo e gás, justificativas que foram reforçadas durante as sustentações orais.

Entenda o impacto da Lei dos Royalties

A Lei dos Royalties, promulgada em 2012, estabeleceu novas diretrizes para a partilha das receitas provenientes da exploração de petróleo e gás. No entanto, seus efeitos estão suspensos desde 2013, por decisão cautelar da ministra Cármen Lúcia, que à época considerou necessária uma análise mais aprofundada devido ao impacto financeiro imediato nos estados.

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Argumentos dos estados produtores e não produtores

Estados como Rio de Janeiro, São Paulo e Espírito Santo defendem a manutenção das regras anteriores à Lei dos Royalties. Eles argumentam que a redução de sua participação na arrecadação comprometeria o planejamento orçamentário e ignoraria os impactos ambientais, econômicos e sociais da atividade petrolífera.

Por outro lado, estados e municípios não produtores sustentam que os recursos do petróleo e gás, bens pertencentes à União, devem ser distribuídos de forma mais ampla, beneficiando toda a federação. Para eles, a exploração desses recursos deve gerar benefícios para todo o país.

Especialistas alertam para o risco econômico

A possibilidade de redistribuição dos royalties tem gerado preocupação entre gestores públicos e especialistas. Luiz Césio Caetano, presidente da Firjan, estima perdas anuais na ordem de R$ 8 bilhões em royalties e participações especiais para o estado do Rio de Janeiro e R$ 13 bilhões para os municípios fluminenses.

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O economista Mauro Osorio, da UFRJ, alertou para as consequências severas de uma eventual aprovação da lei. “Se essa lei for aprovada, o estado do Rio de Janeiro, sem exagero, quebra. O impacto atinge todos os setores”, afirmou, destacando que os royalties são essenciais para o pagamento de aposentadorias, pensões e para o financiamento de áreas como meio ambiente e segurança pública.

Fonte: O Globo

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