Dados de Antenas de Celular: Defesa Argumenta que Provas Derrubam Suspeita Contra Desembargador Preso por Vazamento no Rio

Dados de Antenas de Celular: Defesa Argumenta que Provas Derrubam Suspeita Contra Desembargador Preso por Vazamento no Rio

Defesa de Desembargador Preso Busca Revogação da Prisão com Base em Dados de Antenas de Celular A defesa do desembargador do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2), Macário Judice Neto, que está preso desde dezembro, apresentou ao Supremo Tribunal Federal (STF) um novo argumento para a revogação de sua prisão. Segundo os advogados, dados […]

Resumo

Defesa de Desembargador Preso Busca Revogação da Prisão com Base em Dados de Antenas de Celular

A defesa do desembargador do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2), Macário Judice Neto, que está preso desde dezembro, apresentou ao Supremo Tribunal Federal (STF) um novo argumento para a revogação de sua prisão. Segundo os advogados, dados de localização de antenas de celulares, coletados pela própria Polícia Federal, contradizem as evidências que levaram à sua detenção.

Macário Judice Neto é suspeito de vazar informações sigilosas sobre uma operação policial que visava o ex-deputado Thiago Raimundo, conhecido como TH Joias, ligado ao Comando Vermelho. A suspeita central da investigação é que o desembargador teria se encontrado com o então presidente da Assembleia Legislativa do Rio, Rodrigo Bacellar, na véspera da ação policial, para repassar os dados.

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As alegações da defesa surgem após análise detalhada das provas de localização de antenas celulares. Os advogados argumentam que esses dados demonstram que Macário Judice Neto e Rodrigo Bacellar não estiveram juntos no dia 2 de setembro de 2025, data em que supostamente ocorreu o vazamento.

Provas de Localização Contradizem Encontro Suspeito

Na petição enviada ao ministro Alexandre de Moraes, relator do caso no STF, a defesa de Macário Judice Neto detalha que os dados das antenas de celular indicam que o desembargador e Rodrigo Bacellar não estiveram no mesmo local. A principal evidência apresentada é que, no dia 2 de setembro, Macário esteve em um jantar no Leblon e, posteriormente, retornou para a Barra da Tijuca. Já as antenas de Bacellar apontam que ele estava na região de Copacabana no horário em que teria se encontrado com o desembargador.

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“Duas confirmações exsurgem de antemão: (i) nenhum dos dois esteve na Churrascaria Assador; e, mais importante, (ii) suas localizações não se sobrepõem em nenhum momento”, afirmam os advogados na petição, contestando a base da prisão.

Defesa Questiona Motivo de Bacellar Mencionar Desembargador

Os advogados de Macário Judice Neto afirmaram na petição que desconhecem o motivo pelo qual Rodrigo Bacellar teria informado a interlocutores que estava jantando com o desembargador. “Material, humana e fisicamente impossível o encontro entre os acusados na noite do dia 02 de setembro. O motivo pelo qual RODRIGO BACELLAR utilizou o nome de MACÁRIO como código naquela noite foge ao nosso entendimento”, declararam.

Rodrigo Bacellar chegou a ser solto por decisão da Assembleia Legislativa do Rio, mas foi novamente preso por ordem de Alexandre de Moraes no final de março. A Procuradoria-Geral da República (PGR) foi acionada para se manifestar sobre a prisão do desembargador, mas ainda não houve resposta.

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Fonte: G1

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