Alerj avança para eleição de novo presidente, desafiando incertezas jurídicas
A Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) não pretende esperar a definição do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a eleição para governador para escolher seu novo presidente. O deputado Guilherme Delaroli (PL), que ocupa a presidência interina, convocou a eleição interna para a próxima sexta-feira, 17 de maio, às 11h. A decisão visa evitar que a Casa Legislativa fique sem comando por tempo indeterminado, o que, segundo deputados da base governista, prejudica a imagem da instituição.
A necessidade de uma nova eleição para a presidência da Alerj surgiu após a cassação do ex-deputado Rodrigo Bacellar (União). O cargo se tornou ainda mais cobiçado devido à vacância do governo estadual, o que faria o presidente da Alerj assumir interinamente o Palácio Guanabara. Contudo, uma liminar do STF determinou que o desembargador Ricardo Couto, presidente do Tribunal de Justiça, permaneça no comando do Executivo estadual até novas determinações.
Uma eleição anterior para a presidência da Alerj, realizada no mês passado, foi anulada pela Justiça no mesmo dia. A justificativa foi a necessidade de aguardar a posse do novo parlamentar que assumiria a vaga de Bacellar. Com a homologação da retotalização dos votos pela Justiça Eleitoral, a última pendência para a realização de uma nova eleição na Casa foi resolvida.
Disputa acirrada e manobras políticas
A presidência da Alerj tornou-se palco de disputas políticas, especialmente com a intenção inicial do PL de colocar o deputado Douglas Ruas (PL), pré-candidato a governador, na cadeira de presidente. O plano visava permitir que Ruas fizesse campanha com a máquina pública. Apesar da intervenção do STF ter alterado o cenário para o governo estadual, Ruas continua sendo o candidato da base para presidir a Assembleia.
Oposição critica e busca suspender votação
Partidos de oposição divulgaram uma nota conjunta afirmando que a situação atual configura “inviabilidade jurídica, legal e institucional” para a realização das eleições na Alerj. Eles defendem a espera pela conclusão do julgamento no STF para garantir segurança jurídica e estabilidade institucional. O deputado Luiz Paulo (PSD), decano da Casa, chegou a acionar a Justiça para impedir a votação imediata, mas seu pedido de liminar foi negado.
Fonte: g1.globo.com
