Rio de Janeiro encerra ciclo como Capital Mundial do Livro e anuncia novas iniciativas culturais
A Prefeitura do Rio de Janeiro realizou uma cerimônia no Museu do Amanhã para marcar o fim das atividades promovidas durante o período em que a cidade ostentou o título de Capital Mundial do Livro. A distinção, concedida pela UNESCO, reconheceu a relevância da cidade na formulação de políticas públicas para o incentivo à leitura e sua importância no cenário literário global.
O prefeito Eduardo Paes ressaltou que o título foi utilizado como um “motor para políticas públicas”, fortalecendo a rede de bibliotecas, ampliando o apoio a projetos de promoção da leitura e descentralizando ações para diferentes territórios. “Todo este ciclo aponta na mesma direção: a institucionalização da leitura como uma política de longo prazo”, afirmou.
O evento contou com a presença de autoridades como o Secretário Municipal de Cultura, Lucas Padilha, e representantes da UNESCO. “O Rio Capital Mundial do Livro não acabou, ele continua onde houver um leitor, na literatura e no sonho de construir uma cidade que considera o seu saber seu maior patrimônio”, declarou Padilha.
Legados e Novas Iniciativas Culturais
Como legado deste período, a sociedade civil apresentou um Plano Municipal de Leitura, com sugestões de políticas públicas e iniciativas para expandir ainda mais o acesso à leitura no município. Na mesma ocasião, foi inaugurada a Livraria Janela, a primeira livraria instalada em um equipamento cultural do Rio.
A principal herança, a Biblioteca do Saber, teve novos detalhes revelados. Projetada pelo vencedor do Prêmio Pritzker, Francis Kéré, a instalação ocupará mais de 40 mil metros quadrados e promete ser um dos principais marcos culturais da cidade nas próximas décadas. “Ela nasce com uma ambição maior. Será um símbolo da cidade que queremos construir: uma cidade que reconhece que o saber não tem uma forma única, que a leitura não se restringe a um suporte”, concluiu o prefeito.
Reconhecimento Internacional e Apoio a Escritores
Isabel de Paula, coordenadora de Cultura da UNESCO, destacou a contribuição do Rio para o programa global. “O Rio de Janeiro, ao completar seu ciclo, se insere nesta rede internacional de cidades comprometidas com a cultura escrita”, disse. Durante o evento, foi apresentado o relatório final das atividades dos últimos 12 meses, com destaque para cinco escritores do programa Rio de Escritores, iniciativa de apoio a 70 autores.
A escritora Ana Maria Gonçalves, primeira mulher negra a integrar a Academia Brasileira de Letras, foi a homenageada principal da cerimônia, simbolizando a diversidade e inclusão promovidas pelo projeto.
Fonte: Prefeitura do Rio de Janeiro
