Rafael Rolim é o novo presidente da Cedae
O procurador do estado do Rio de Janeiro, Rafael Rolim, foi anunciado como o novo presidente da Companhia Estadual de Águas e Esgotos (Cedae). Ele substitui Aguinaldo Ballon, cuja gestão foi marcada por um investimento de R$ 200 milhões no banco Master.
A demissão de Ballon ocorreu na segunda-feira (13), pelas mãos do governador interino do Rio de Janeiro, Ricardo Couto. A nomeação de Rolim sinaliza uma nova fase para a companhia, que agora terá um profissional com vasta experiência jurídica e em gestão pública.
A decisão de Couto de promover mudanças estratégicas na Cedae ocorre após obter garantias do Supremo Tribunal Federal (STF) para atuar com plenos poderes. O governador interino tem focado em reorganizar a estrutura de poder ligada ao governo anterior.
Experiência jurídica e em gestão pública
Rafael Rolim é advogado e consultor jurídico, com especializações em Direito Constitucional e Administrativo. Sua carreira no setor público inclui passagens por cargos técnicos no Ministério da Justiça, onde contribuiu para a formulação de políticas públicas e análise de normas governamentais.
Com experiência em Brasília, Rolim possui um histórico focado em gestão de crises, governança e no funcionamento de instituições judiciárias. Ele já atuou no departamento jurídico da Cedae anteriormente, entre 2007 e 2014, durante a gestão de Wagner Victer.
Choque de transparência no governo
A exoneração de Aguinaldo Ballon coincidiu com o anúncio de um “choque de transparência” por parte do governador interino Ricardo Couto na máquina pública. Um ato normativo foi publicado determinando que todas as secretarias e autarquias informem, em até 15 dias, os detalhes de todos os contratos vigentes.
Serão exigidas informações sobre prazos de validade, serviços prestados e valores de cada contrato. Além disso, o número de servidores e o quadro extra de pessoal de todas as esferas do governo estadual deverão ser divulgados. O objetivo é realizar um “pente-fino” nos contratos e otimizar os recursos públicos.
Fonte: G1
