Desembargador Ricardo Couto busca reformular secretarias, mas esbarra em desafios de atração de talentos.
O governador em exercício do Rio de Janeiro, desembargador Ricardo Couto, tem buscado implementar mudanças no primeiro escalão do governo estadual. Apesar da vontade de aprofundar as trocas em áreas consideradas estratégicas, como a Fazenda, o entorno do governador relata dificuldades em atrair nomes de peso para as posições.
Os principais entraves identificados são a incerteza sobre a duração do governo interino e os salários oferecidos, que são considerados pouco competitivos para profissionais com experiência no setor privado. A expectativa agora se volta para o dia 8, quando o Supremo Tribunal Federal (STF) deverá definir o modelo da eleição para o mandato-tampão no Rio.
Enquanto a definição não chega, Couto tem realizado as mudanças consideradas possíveis. As mais recentes exonerações foram publicadas em edição extra do Diário Oficial. Na Controladoria-Geral do Estado (CGE), Bruno Campos Pereira assumiu a pasta. No Instituto de Segurança Pública (ISP), a economista Bárbara Caballero de Andrade foi nomeada. Bráulio do Carmo Vieira foi exonerado da Secretaria Extraordinária de Representação em Brasília, dando lugar ao advogado Gustavo Alves Pinto Teixeira.
Mudanças no Gabinete de Segurança Institucional (GSI)
O novo secretário do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) do Rio, Lisandro Leão, iniciou uma revisão na estrutura sob seu comando. Diante da instabilidade política e da possibilidade de novas eleições, o delegado decidiu fazer um pente-fino em diferentes áreas, incluindo programas, contratos e nomeações para cargos de confiança.
O GSI é responsável pela segurança pessoal do governador e de seus familiares, além da proteção de palácios e residências oficiais. O órgão também gerencia as aeronaves do estado e abriga o programa Barricada Zero, que visa retirar barreiras em favelas para facilitar a ação policial. Embora a avaliação em curso possa levar a mudanças, não significa necessariamente o fim do projeto, que segundo dados do estado, já alcançou 227 comunidades e resultou na prisão de 90 pessoas nos últimos quatro meses.
Revisão de contratos inclui jatinhos particulares
Entre os contratos que estão sendo revistos está o de jatinhos particulares. O serviço de táxi aéreo à disposição do Palácio Guanabara consumiu R$ 17,4 milhões em três anos e opera com uma lista secreta de destinos e passageiros, conforme revelado pelo jornal O Globo.
Desde segunda-feira, 24 pessoas foram exoneradas de cargos de chefia e assistência no GSI, com orçamento anual de R$ 64 milhões. A maioria dos desligados são agentes de segurança, incluindo policiais civis, militares e federais, além de uma bombeira militar.
Fonte: O Globo
