Flávio Bolsonaro admite ter enviado dados de segurança do Rio de Janeiro aos Estados Unidos
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) confirmou, através de um vídeo divulgado em suas redes sociais, que enviou um relatório sigiloso de inteligência da segurança pública do Rio de Janeiro ao governo dos Estados Unidos. O documento, classificado como reservado, continha informações sobre a atuação de facções criminosas como o Comando Vermelho (CV) e o PCC, além do tráfico de armas e drogas.
Segundo o senador, o objetivo principal da ação é pressionar o governo americano a classificar essas organizações como terroristas. Flávio Bolsonaro mencionou a possibilidade de, com essa classificação, os EUA virem a intervir militarmente no Brasil, citando como exemplo a intervenção realizada na Venezuela.
A atitude do senador ocorre em um momento em que ele atua na Comissão de Segurança Pública do Senado. Em outubro de 2025, Flávio Bolsonaro já havia sugerido que os Estados Unidos atacassem embarcações suspeitas de transportar drogas na costa fluminense.
Relações com os EUA e pauta econômica
A confirmação do envio dos dados ocorreu durante a participação de Flávio Bolsonaro na CPAC (Conservative Political Action Conference), evento que aconteceu nos Estados Unidos no dia 28. Na ocasião, o senador também destacou a importância do Brasil como parceiro para os EUA na quebra da dependência da China por minerais críticos, como as terras raras.
Ele ressaltou que esses minerais são essenciais para a produção de componentes eletrônicos, incluindo processadores de computador, o desenvolvimento de inteligência artificial e equipamentos de defesa americanos.
Eduardo Bolsonaro também mira o governo americano
Paralelamente, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro anunciou sua intenção de apresentar denúncias ao governo americano sobre supostas irregularidades no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) durante as últimas eleições presidenciais. Eduardo Bolsonaro sugere que autoridades do TSE poderiam ser alvo de sanções por parte da administração do presidente Donald Trump.
Fonte: G1
