Ex-governador Wilson Witzel defende sua gestão e nega envolvimento em “roubalheira desenfreada”
O ex-governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, que esteve à frente do estado entre 2019 e 2021, veio a público para rebater as críticas que associam sua administração a um “novo ciclo que uniu extremismo político, descalabro administrativo e roubalheira desenfreada”. A declaração, citada em análise sobre o governo de Claudio Castro, classificou a gestão de Witzel como parte de um “antro de corrupção” no estado.
Em resposta, Witzel buscou se desvincular de governos anteriores e posteriores à sua gestão, negando veementemente qualquer semelhança com cenários de corrupção. Ele argumentou que seu governo não pode ser agrupado com os de Sergio Cabral ou Claudio Castro, destacando que o ex-governador Pezão foi condenado e preso por fatos concretos ligados a um esquema de corrupção já existente.
Witzel frisou que foi afastado por um impeachment que, segundo ele, tinha como objetivo “derrubar o projeto político eleito nas urnas”, abrindo caminho para que outros assumissem posições estratégicas. Ele ressaltou que, diferentemente de outros, “nunca teve condenação criminal”, o que, em sua visão, o credencia como inocente.
Witzel culpa outros grupos políticos por problemas do Rio de Janeiro
O ex-governador também atribuiu os problemas atuais do Rio de Janeiro a outras gestões, afirmando que o estado não está “à deriva por acaso”. Ele apontou que a “roubalheira desenfreada” foi inaugurada pelo grupo político atualmente no poder, o qual, segundo ele, teve apoio unânime para derrubá-lo e conduzir o governo por seis anos.
Impeachment questionado por Witzel
Witzel citou declarações públicas recentes do ex-presidente da Assembleia Legislativa, que teria admitido que o processo de impeachment contra ele não se baseou em corrupção, mas sim em pressão de deputados para decidir sobre a permanência de pessoas em seu governo. Ele desafiou jornalistas a investigarem o parlamento estadual e os “reais interesses por trás daquele impeachment”.
Fonte: O Globo
