Vigilância Sanitária do Rio de Janeiro Completa 10 Anos de Monitoramento Rigoroso da Qualidade da Água Mineral

Vigilância Sanitária do Rio de Janeiro Completa 10 Anos de Monitoramento Rigoroso da Qualidade da Água Mineral

Rio de Janeiro celebra uma década de controle sanitário na água mineral Um programa essencial para a hidratação da população fluminense, que garante a qualidade e segurança da água mineral consumida diariamente, completa 10 anos de atuação em 2026. A iniciativa, liderada pela Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro (SES-RJ), através da […]

Resumo

Rio de Janeiro celebra uma década de controle sanitário na água mineral

Um programa essencial para a hidratação da população fluminense, que garante a qualidade e segurança da água mineral consumida diariamente, completa 10 anos de atuação em 2026. A iniciativa, liderada pela Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro (SES-RJ), através da Superintendência de Vigilância Sanitária (Suvisa), consolidou um modelo robusto de monitoramento.

O programa atua desde o laboratório até o chão de fábrica, com foco na avaliação de risco sanitário e na capacitação das vigilâncias municipais. A secretária de Estado de Saúde, Claudia Mello, ressalta a importância do trabalho: “Água é vida, e garantir que esse produto chegue ao consumidor com qualidade e segurança é também responsabilidade do Estado. Esses 10 anos de monitoramento mostram que vigilância sanitária não é apenas fiscalização. O que fazemos aqui é prevenção, planejamento e cuidado contínuo com a população”.

Ao longo da última década, o Laboratório Central de Saúde Pública Noel Nutels (Lacen-RJ) analisou milhares de amostras, garantindo a integridade do produto. O monitoramento contínuo e a avaliação de risco são ferramentas cruciais para agir proativamente, protegendo os consumidores, especialmente os mais vulneráveis.

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Resultados e Desafios no Controle de Qualidade

Nos últimos 10 anos, o Lacen-RJ emitiu 6.917 laudos laboratoriais, sendo 856 dedicados à água mineral. Dentre os 1.959 laudos com resultados insatisfatórios, 328 (16,7%) foram relacionados à água mineral. As não conformidades mais frequentes incluíram contaminações microbiológicas, como a presença de coliformes totais, pseudomonas aeruginosa, escherichia coli e enterococos, além de irregularidades em exames de microscopia (matérias estranhas e algas) e em itens de rotulagem.

A superintendente de Vigilância Sanitária, Helen Keller, destaca que a maior parte dessas ocorrências está associada a garrafões retornáveis, devido a falhas nos processos de lavagem e higienização. “O monitoramento contínuo e a avaliação de risco permitem agir antes que o problema chegue ao consumidor, protegendo especialmente crianças, idosos e pessoas mais vulneráveis.” Quando contaminações são identificadas, os lotes são retirados do mercado e podem levar à interdição da linha de envase até que as adequações sejam feitas.

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Nova Normativa e Capacitação em Campo

Um avanço significativo marca este ano com a publicação, em dezembro de 2025, de uma nova normativa da Suvisa/SES-RJ. Ela padroniza a avaliação de risco sanitário e estabelece procedimentos suplementares de boas práticas de envase, incluindo o Guia Estadual de Avaliação do Risco Sanitário das Envasadoras de Água Mineral Natural e de Água Natural. O foco agora é a implementação prática, com inspeções in loco realizadas pelas vigilâncias municipais, acompanhadas por técnicos estaduais.

Essas inspeções permitem a avaliação direta dos processos, desde a higienização das embalagens até o envase e armazenamento. Werner Ewald, coordenador de Vigilância e Fiscalização de Alimentos da SES-RJ, enfatiza a importância dessa abordagem: “A inspeção in loco permite observar o processo real, desde a higienização das embalagens até o envase e o armazenamento. É ali que conseguimos identificar falhas, orientar correções imediatas e garantir que a norma não fique só no papel.”

Fortalecendo a Fiscalização com Treinamento Prático

O programa também investe na formação técnica das equipes municipais. Dos 33 municípios com envasadoras, 24 já receberam capacitação, e os demais serão incluídos até o segundo semestre de 2026. As ações incluem inspeções práticas e simulações reais dentro das empresas, visando a padronização da fiscalização em todo o estado.

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Alessandra Torres, diretora da Divisão de Alimentos da Suvisa/SES-RJ, explica que a integração entre municípios permite a troca de experiências e o aprimoramento das práticas de fiscalização. Carlos Dias, assessor de Projetos da Suvisa/SES-RJ, complementa: “A capacitação prática garante que os fiscais saibam exatamente como aplicar a normativa no dia a dia. Isso padroniza a fiscalização em todo o estado, evita a perda de conhecimento ao longo do tempo e fortalece a atuação conjunta entre estado e municípios.”

As ações estão inseridas no Plano Estadual de Saúde (PES) 2022-2027 e na Programação Anual de Saúde (PAS), reforçando o compromisso com a segurança hídrica em suas diversas formas. A mensagem central, segundo a superintendente Helen Keller, é clara: “A água que chega ao consumidor fluminense é monitorada de forma contínua, técnica e responsável. Esse é um trabalho silencioso, mas essencial para a proteção da saúde coletiva.”

Fonte: SES-RJ

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