Arpoador: A “animação” de sempre, um ano após o viral
O que era para ser um ponto de encontro tranquilo na Zona Sul do Rio de Janeiro, o Arpoador, tornou-se palco de polêmicas. Em janeiro do ano passado, um vídeo chocou ao mostrar cerca de 15 homens em sexo coletivo durante a virada do ano. Apesar do episódio ter ganhado repercussão nacional, a prática parece ter seguido sem grandes interrupções.
Um novo vídeo, gravado na manhã desta quarta-feira (31/12), mostra que a movimentação continua intensa na praia, inclusive sob chuva. O que chama atenção, além da continuidade das práticas, é o rastro deixado pelos frequentadores: embalagens de preservativos e preservativos usados descartados nas pedras e áreas comuns, configurando um problema de saúde pública.
Apesar da investigação inicial da Polícia Civil sobre o caso de sexo coletivo não ter levado à identificação dos participantes e ter sido arquivada, a situação atual levanta novamente o debate sobre a fiscalização e os cuidados com espaços públicos. A presença de turistas e a divulgação em guias gays informais parecem intensificar o fluxo, especialmente em períodos de grande movimento na cidade, como o Réveillon.
O “surubão” e suas consequências para a saúde pública
A prática de sexo grupal ao ar livre em locais públicos pode configurar crime de ato obsceno, segundo a Guarda Municipal. No entanto, o principal problema visível no Arpoador não é apenas o ato em si, mas sim o descarte inadequado de lixo, que inclui preservativos usados. Essa situação representa um risco à saúde pública, com materiais potencialmente contaminados expostos em áreas frequentadas por todos.
Fiscalização e a rotina do Arpoador
A fiscalização da área é realizada pela Guarda Municipal e pela Polícia Militar. Contudo, relatos indicam que a prática se tornou rotina, com frequência quase diária. Nas redes sociais, comentários já antecipam um Réveillon “animado” no Arpoador, indicando que a expectativa de movimento intenso se mantém.
Apesar de a legislação prever intervenção em flagrante para atos obscenos, a realidade nas madrugadas do Arpoador sugere que a fiscalização tem dificuldades em coibir as práticas ou em lidar com a complexidade da situação, que envolve tanto a questão do pudor quanto a da saúde pública, evidenciada pelo lixo deixado para trás.
Fonte: O Globo
