Retotalização de votos de Rodrigo Bacellar define novo deputado na Alerj, mas cenário político permanece complexo.
O Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) realiza nesta terça-feira, 31, a retotalização dos votos do deputado Rodrigo Bacellar (União), que teve seu mandato cassado e foi preso. A decisão é crucial para definir quem assumirá a vaga na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) e, consequentemente, para a eleição da nova presidência da Casa. Uma votação anterior que elegeu Douglas Ruas foi anulada pela Justiça por não respeitar o trâmite correto.
Com a cassação de Bacellar, que ocupava a presidência da Alerj mesmo estando afastado, o mandato será transferido. A Assembleia Legislativa, que teve seu comando interinamente assumido por Guilherme Delaroli (PL), aguarda a posse do novo deputado antes de realizar a eleição para a presidência. Delaroli foi aconselhado a agir com cautela e aguardar as definições da Justiça.
A retotalização dos votos é o primeiro passo para desatar os nós que envolvem a sucessão no Rio de Janeiro. No entanto, diversas variáveis ainda afetam os cálculos políticos, como o formato da votação para a presidência da Assembleia. O PDT solicitou ao Tribunal de Justiça que os votos sejam fechados, visando evitar pressões políticas sobre os deputados.
Indefinições sobre o Governo do Estado e eleição-tampão persistem.
Outra questão em aberto é se o futuro presidente da Alerj poderá assumir interinamente o Palácio Guanabara, sede do governo estadual, até a realização das eleições-tampão. Atualmente, o desembargador Ricardo Couto, presidente do Tribunal de Justiça, comanda o Executivo por decisão liminar do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF).
A própria eleição-tampão, que definirá o nome para concluir o mandato de Cláudio Castro, também está sob indefinição. O STF julgará na próxima semana se o pleito será direto, com voto popular, ou indireto, realizado na própria Assembleia Legislativa. Essas decisões impactarão diretamente o futuro político do estado.
Fonte: G1
