Tiroteios no Rio de Janeiro caem 13%, mas vítimas baleadas sobem 6% em março

Tiroteios no Rio de Janeiro caem 13%, mas vítimas baleadas sobem 6% em março

Queda de tiroteios não reduz sensação de insegurança no Rio; vítimas baleadas aumentam Apesar de uma redução de 13% no número de tiroteios registrados no Grande Rio em março, comparado ao mesmo mês do ano anterior, a sensação de insegurança persiste. Os dados do Instituto Fogo Cruzado apontam para 148 ocorrências de disparos em março […]

Resumo

Queda de tiroteios não reduz sensação de insegurança no Rio; vítimas baleadas aumentam

Apesar de uma redução de 13% no número de tiroteios registrados no Grande Rio em março, comparado ao mesmo mês do ano anterior, a sensação de insegurança persiste. Os dados do Instituto Fogo Cruzado apontam para 148 ocorrências de disparos em março deste ano, contra 170 em 2025. Contudo, o número de pessoas baleadas apresentou uma tendência oposta, com um aumento de 6%, totalizando 139 vítimas. Deste montante, 72 pessoas morreram e 67 ficaram feridas.

As operações policiais foram identificadas como um fator central para o aumento de vítimas baleadas. Mais da metade dos tiroteios registrados em março, especificamente 51%, ocorreram durante ações das forças de segurança. Entre os casos documentados, ao menos oito pessoas foram atingidas por balas perdidas, sendo metade delas durante essas operações policiais.

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Em paralelo, o número de vítimas de balas em assaltos dobrou em março, saltando de oito no ano passado para 16 este ano. A zona sudoeste da capital concentrou a maior parte destes casos, com seis vítimas, seguida pela zona norte e leste metropolitano, com quatro cada. A Baixada Fluminense registrou dois casos e a zona sul, um.

Bairros e municípios mais afetados pela violência armada

A cidade do Rio de Janeiro liderou o ranking de tiroteios na região metropolitana, concentrando 63% dos registros, com um total de 93 ocorrências. Em relação aos bairros, Taquara, na zona oeste da capital, apresentou o maior número de casos de violência armada. Fonseca, em Niterói, e Cascadura, na zona norte do Rio, também figuram entre os locais mais afetados.

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Governo do Estado se manifesta sobre os dados

A Secretaria de Segurança Pública do Rio de Janeiro, em nota oficial, informou que não se posiciona sobre os dados apresentados no relatório do Instituto Fogo Cruzado, alegando desconhecer a metodologia utilizada na elaboração do levantamento. Por outro lado, números divulgados pelo Instituto de Segurança Pública indicam uma queda de 11% na letalidade violenta em 2026, até o momento, em relação a 2025. As mortes por intervenção de agentes do Estado também registraram uma redução de 16% no período analisado.

Fonte: G1

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