The Economist: Rio de Janeiro é 'selva urbana' de crime e corrupção, contrastando com turismo em alta

The Economist: Rio de Janeiro é ‘selva urbana’ de crime e corrupção, contrastando com turismo em alta

Rio de Janeiro: um retrato de contrastes segundo a The Economist A renomada revista The Economist apresentou uma análise preocupante sobre o Rio de Janeiro, destacando um contraste gritante entre o sucesso do setor turístico e a profunda crise institucional que assola a metrópole. A publicação descreve uma cidade que, apesar de atrair milhões de […]

Resumo

Rio de Janeiro: um retrato de contrastes segundo a The Economist

A renomada revista The Economist apresentou uma análise preocupante sobre o Rio de Janeiro, destacando um contraste gritante entre o sucesso do setor turístico e a profunda crise institucional que assola a metrópole. A publicação descreve uma cidade que, apesar de atrair milhões de visitantes, enfrenta sérios desafios para manter a ordem básica diante de um cenário de corrupção sistêmica e controle territorial por facções criminosas.

Os números revelam essa dicotomia: em 2025, o Rio de Janeiro registrou a visita de 2,1 milhões de turistas internacionais, um aumento de 45% em relação ao ano anterior. Contudo, a revista aponta que essa imagem de “fantasia exótica” esconde uma realidade política fragilizada, marcada por uma instabilidade crônica.

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O século XXI tem sido marcado por um histórico contínuo de governadores do Rio de Janeiro afastados ou presos por corrupção. Recentemente, o ex-governador Cláudio Castro foi impedido de exercer cargos públicos por oito anos, e o presidente da Assembleia Legislativa, Rodrigo Bacellar, encontra-se preso sob suspeita de envolvimento com o tráfico de drogas. Essas ocorrências evidenciam a fragilidade da governança no estado.

A infiltração do crime nas instituições

Um dos pontos centrais da reportagem da The Economist é a conexão entre o crime organizado e a classe política. O assassinato de Marielle Franco, com a condenação de Chiquinho Brazão e Domingos Brazão em fevereiro de 2026, expôs a profundidade da infiltração miliciana nas instituições. A revista também aponta para os laços perigosos que envolvem o cenário político nacional, citando a reportagem sobre familiares de milicianos na folha de pagamento de Flávio Bolsonaro quando ele era deputado estadual.

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Domínio territorial de facções criminosas

A análise detalha como o controle territorial da cidade se divide entre organizações criminosas e milícias. Cerca de 1,7 milhão de pessoas vivem sob o domínio de milícias, enquanto um número similar está sob a influência do Comando Vermelho (CV). O complexo da Maré, com mais de 140 mil habitantes em uma área de menos de quatro quilômetros quadrados, é citado como um exemplo de como o crime organizado preenche o vácuo deixado pelo Estado.

A The Economist define o cenário com a expressão “Welcome to the other Rio de Janeiro: an urban jungle thick with the tendrils of crime and corruption” (Bem-vindo ao outro Rio de Janeiro: uma selva urbana densa com as gavinhas do crime e da corrupção). A percepção de muitos cariocas é de que a situação ultrapassou os limites do gerenciável localmente, com apelos por intervenção federal e discussões no Senado sobre medidas para combater a “infiltração sistêmica” do crime nas instituições públicas.

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A reportagem conclui que, além das belezas naturais, o Rio de Janeiro enfrenta uma crise de legitimidade democrática que exige ações drásticas e urgentes para evitar que o “outro Rio” continue a moldar a política e a vida social do estado.

Fonte: The Economist

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