Tarcísio de Freitas critica desfile da Acadêmicos de Niterói em homenagem a Lula e comemora rebaixamento
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), declarou que se sentiu “agredido” pelo desfile da escola de samba Acadêmicos de Niterói, que homenageou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no Carnaval do Rio de Janeiro. A agremiação, que teve o enredo “Do alto do Mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”, recebeu a nota mais baixa entre as escolas do Grupo Especial e foi rebaixada para a Série Ouro.
Em declarações à imprensa, Tarcísio de Freitas classificou o enredo como “de péssimo gosto” e acusou a escola de promover “divisionismo” e atacar “a família e os evangélicos”. “Eu me senti agredido, várias pessoas de bem se sentiram agredidas e não poderia ter tido outra repercussão. Já vai tarde. Rebaixamento bem-vindo”, afirmou o governador paulista.
O posicionamento de Tarcísio de Freitas ecoa o de outros adversários políticos do presidente Lula. O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo-MG), e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) também manifestaram descontentamento com o desfile. Zema chegou a protocolar uma notícia-crime no Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) contra a escola, alegando racismo por intolerância religiosa.
Críticas à representação de famílias e grupos religiosos
Além da homenagem a Lula, a oposição ao governo federal criticou representações apresentadas pela Acadêmicos de Niterói. Uma ala específica mostrava integrantes fantasiados de latas de conserva, com referências a uma família tradicional e a grupos religiosos, o que foi interpretado como um ataque por parte dos críticos.
Acadêmicos de Niterói rebate e fala em “perseguição política”
Em resposta às críticas e ao rebaixamento, a Acadêmicos de Niterói se pronunciou nas redes sociais, afirmando ser alvo de “perseguição política”. A escola publicou uma imagem de um dos carros alegóricos, com a representação de Lula, e a legenda “Quanto vale entrar para a história?”. A agremiação também agradeceu à comunidade e usou a frase “A arte não é para os covardes”.
Fonte: G1
