Cultura como Ferramenta de Transformação no Sistema Prisional Fluminense
A primeira Semana da Cultura no Sistema Prisional teve início no Rio de Janeiro, marcando um momento significativo para a ressocialização de pessoas privadas de liberdade. O evento, que se estenderá por unidades prisionais e espaços culturais do estado, foi aberto na Fundação Biblioteca Nacional, reunindo autoridades e participantes para discutir o impacto da arte e da cultura nesse processo.
A iniciativa visa promover mudanças concretas na rotina dessas unidades, oferecendo novas perspectivas e oportunidades através da expressão artística e do conhecimento. A presença de egressos na mesa de abertura reforça a importância prática e vivencial da cultura na reintegração social.
Esta semana de atividades é um marco por ser a primeira edição de um evento com potencial de replicação nacional, alinhado à estratégia “Horizontes Culturais” do Plano Pena Justa. A proposta é fortalecer e expandir o acesso à arte e à cultura dentro do ambiente prisional.
Debate sobre o Futuro da Ressocialização Através da Cultura
Na cerimônia de abertura, autoridades como o presidente da Fundação Biblioteca Nacional, Marco Lucchesi, e o juiz coordenador do Departamento de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e do Sistema de Execução de Medidas Socioeducativas do CNJ, Luís Lanfredi, destacaram a importância da cultura. “Arte e cultura são armas de guerra contra a iniquidade”, afirmou Lanfredi, ressaltando o poder transformador dessas manifestações.
Marco Lucchesi complementou, definindo a Biblioteca Nacional como “uma janela para o mundo e para o Brasil”, que se abre como afirmação da liberdade e fonte de conhecimento. A colaboração entre o CNJ e a Biblioteca Nacional visa um “projeto humano, profundamente humano”, integrando a cidadania plena por meio da cultura e da memória.
Horizontes Culturais: Uma Estratégia Nacional
A Semana da Cultura no Sistema Prisional é o embrião do projeto Horizontes Culturais, uma estratégia nacional voltada para o sistema prisional. Desenvolvida em parceria pelo DMF/CNJ e a Secretaria Nacional de Políticas Penais do Ministério da Justiça e Segurança Pública, com apoio do programa Fazendo Justiça, a iniciativa busca fortalecer práticas culturais existentes e ampliar o acesso à arte.
O projeto prevê a criação de um plano nacional para o setor, com ações focadas em audiovisual, música e comunicação. A programação no Rio de Janeiro serve como projeto-piloto, cujos resultados orientarão a expansão para outras unidades da federação, visando uma abordagem mais humana e eficaz na ressocialização.
Fonte: g1.globo.com
