Rio de Janeiro sedia primeira Semana da Cultura no Sistema Prisional com foco em reintegração social

Rio de Janeiro sedia primeira Semana da Cultura no Sistema Prisional com foco em reintegração social

Rio de Janeiro recebe primeira Semana da Cultura no Sistema Prisional O Rio de Janeiro será palco da primeira Semana da Cultura do Sistema Prisional, um evento inovador que ocorrerá entre os dias 7 e 10 de abril. A iniciativa visa promover atividades culturais diversificadas, como literatura, música, cinema, teatro e artes visuais, tanto dentro […]

Resumo

Rio de Janeiro recebe primeira Semana da Cultura no Sistema Prisional

O Rio de Janeiro será palco da primeira Semana da Cultura do Sistema Prisional, um evento inovador que ocorrerá entre os dias 7 e 10 de abril. A iniciativa visa promover atividades culturais diversificadas, como literatura, música, cinema, teatro e artes visuais, tanto dentro quanto fora das unidades prisionais do estado.

O encerramento da semana, no dia 10 de abril, marcará o lançamento oficial da estratégia nacional de fomento à cultura no sistema prisional, denominada Horizontes Culturais. A cerimônia acontecerá no Theatro Municipal e contará com a presença do Ministro Edson Fachin, presidente do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Um levantamento inédito do CNJ revelou que 45% das 1200 unidades prisionais pesquisadas não oferecem atividades culturais. Os resultados detalhados dessa pesquisa, juntamente com os do Mapeamento Nacional de Iniciativas Culturais, serão apresentados durante o evento. “O Horizontes Culturais afirma o acesso à cultura como dimensão das políticas públicas voltadas ao desenvolvimento humano e à construção de novas trajetórias no sistema prisional”, destacou Clara Mota, secretária-geral do CNJ.

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Atividades culturais e reintegração social

A Semana da Cultura abrangerá atividades em sete unidades penais distribuídas em quatro municípios do Rio de Janeiro. Haverá também iniciativas voltadas para pessoas egressas do sistema prisional e seus familiares, buscando fortalecer o retorno à sociedade. Projetos já existentes, como o concurso de música Voz da Liberdade, realizado desde 2024 no Presídio Djanira Dolores de Oliveira, terão destaque na programação.

Artistas, coletivos e instituições culturais apoiarão a realização de atividades especialmente planejadas para a semana. Entre elas, estão visitas guiadas ao Museu de Arte Contemporânea em Niterói e ao Museu de Arte do Rio, mobilizando pessoas que já retornaram ao convívio social. A curadoria de arte está a cargo de Carollina Lauriano, com coordenação de conteúdo de Karla Osório.

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Lançamento da estratégia nacional Horizontes Culturais

O dia 10 de abril também será marcado pela formalização da doação de 100 mil livros pela Fundação Biblioteca Nacional para o sistema prisional. A programação no Theatro Municipal incluirá apresentações culturais, exposição de trabalhos produzidos durante a semana e outras obras de arte curadas, que abordam a temática penal. A curadora Carollina Lauriano ressaltou que as propostas visam trabalhar a subjetividade das pessoas privadas de liberdade e egressos, explorando o potencial transformador da arte e da cultura para a construção de um novo futuro.

O Horizontes Culturais é uma estratégia nacional alinhada ao plano Pena Justa, desenvolvida pelo CNJ e pela Secretaria Nacional de Políticas Penais do Ministério da Justiça e Segurança Pública. A iniciativa busca fortalecer práticas culturais nas unidades prisionais e ampliar o acesso à arte e cultura, com a construção de um plano nacional e projetos nas áreas de audiovisual, música e comunicação. A programação no Rio de Janeiro servirá como projeto-piloto para posterior expansão a outras unidades da federação.

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Luís Lanfredi, coordenador do Departamento de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e do Sistema de Execução de Medidas Socioeducativas (DMF) do CNJ, afirmou que a iniciativa se alinha ao Pena Justa para trabalhar o sistema prisional em consonância com o interesse social. Solange Borba, juíza auxiliar da Presidência do CNJ com atuação no DMF, enfatizou o potencial criativo e de desenvolvimento pessoal que é desperdiçado quando essas capacidades são negligenciadas.

Fonte: Agência CNJ de Notícias

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