Rio de Janeiro: Prefeitura busca autorização para vender 324 imóveis, de cortiços históricos a sedes de órgãos públicos

Rio de Janeiro: Prefeitura busca autorização para vender 324 imóveis, de cortiços históricos a sedes de órgãos públicos

Rio de Janeiro lista 324 imóveis para venda, incluindo patrimônios históricos e sedes administrativas A Prefeitura do Rio de Janeiro protocolou um projeto de lei solicitando autorização para vender 324 imóveis. A lista abrange desde prédios históricos, como um dos primeiros cortiços do Brasil, até sedes de órgãos públicos e terrenos. A iniciativa visa dar […]

Resumo

Rio de Janeiro lista 324 imóveis para venda, incluindo patrimônios históricos e sedes administrativas

A Prefeitura do Rio de Janeiro protocolou um projeto de lei solicitando autorização para vender 324 imóveis. A lista abrange desde prédios históricos, como um dos primeiros cortiços do Brasil, até sedes de órgãos públicos e terrenos. A iniciativa visa dar maior flexibilidade à gestão do patrimônio municipal, mas já levanta debates sobre as reais intenções e o futuro dos imóveis.

Fontes do mercado imobiliário estimam que a venda total desses bens possa render entre R$ 2 bilhões e R$ 2,5 bilhões aos cofres municipais. Entre os imóveis listados estão o antigo Automóvel Club, na Rua do Passeio, que aguarda um destino há duas décadas, e sedes de órgãos como Comlurb, Defesa Civil, Rio Luz e subprefeituras. Terrenos na Barra da Tijuca e no Recreio dos Bandeirantes, originalmente destinados a áreas de lazer e equipamentos públicos, também fazem parte da lista.

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A oposição na Câmara Municipal questiona o momento da proposta, sugerindo que o prefeito Eduardo Paes busca arrecadar fundos em um ano eleitoral. A prefeitura, por outro lado, argumenta que a venda permitirá obter recursos para projetos de habitação popular e reurbanização, além de reduzir custos com manutenção de prédios ociosos ou subutilizados.

Patrimônio histórico e novos usos em debate

Um dos imóveis de maior destaque na lista é o solar na Rua do Passeio, com quase dois séculos de existência e que atravessa um longo período de espera por um destino. Outro bem que chama a atenção é um antigo cortiço na Rua Senador Pompeu 34, com mais de 120 anos, que foi restaurado nos anos 1990 para abrigar um projeto de moradia popular. Há também imóveis com projetos recentes, como a Casa Clima na Praça Tiradentes, instalada em um sobrado onde morou a cantora Bidu Sayão, e um posto da Secretaria Municipal do Trabalho e Renda na Praça da República.

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Impacto nos atuais ocupantes e regras de venda

Os atuais inquilinos dos imóveis públicos terão prioridade na compra. No entanto, alguns comerciantes, como Plínio Fróes do bar Mangue Seco e Eduardo Bettamio do Leviano Bar, expressam incerteza sobre a viabilidade de adquirir os pontos, especialmente diante das dificuldades econômicas recentes. Projetos sociais, como a Gastromotiva, que ocupa gratuitamente uma área na Rua da Lapa, também aguardam o desfecho da situação, com contrato de cessão terminando este ano.

Novas regras para leilões e atratividade para investidores

O projeto de lei também propõe a ampliação do prazo para pagamento de imóveis adquiridos em leilão, passando de 12 para 36 meses. Essa mudança, segundo o presidente da Ademi, Leonardo Mesquita, visa tornar os imóveis mais atraentes para investidores, alinhando-se às práticas de mercado. As novas regras se aplicarão tanto à lista recém-apresentada quanto a outros 49 imóveis cujas vendas já haviam sido autorizadas anteriormente, mas sem sucesso.

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Fonte: O Globo

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