Rio de Janeiro envia ao STF plano de reocupação de territórios dominados pelo crime com início em 2026

Rio de Janeiro envia ao STF plano de reocupação de territórios dominados pelo crime com início em 2026

Rio de Janeiro Apresenta Plano para Retomada de Territórios Dominados pelo Crime O Governo do Rio de Janeiro protocolou no Supremo Tribunal Federal (STF) um plano detalhado para a reocupação de territórios atualmente sob controle de organizações criminosas. A estratégia, com início previsto para 2026, visa a reinserção do Estado em áreas dominadas por facções […]

Resumo

Rio de Janeiro Apresenta Plano para Retomada de Territórios Dominados pelo Crime

O Governo do Rio de Janeiro protocolou no Supremo Tribunal Federal (STF) um plano detalhado para a reocupação de territórios atualmente sob controle de organizações criminosas. A estratégia, com início previsto para 2026, visa a reinserção do Estado em áreas dominadas por facções e milícias, começando pela Zona Sudoeste da capital.

Elaborado pela Secretaria de Segurança Pública, o documento atende às exigências da ADPF 635, conhecida como ADPF das Favelas, e busca uma abordagem integrada para a pacificação e o desenvolvimento dessas regiões. A proposta agora aguarda a homologação do STF para que as primeiras ações possam ser deflagradas.

As comunidades de Rio das Pedras, Muzema e Gardênia Azul, localizadas na Grande Jacarepaguá, foram as escolhidas para o início das intervenções. Essa região foi classificada pelas forças de segurança como de menor complexidade operacional, facilitando a implantação inicial das estratégias planejadas.

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Grande Jacarepaguá: O Ponto de Partida da Estratégia Estadual

A Grande Jacarepaguá abriga mais de 1,2 milhão de moradores, segundo dados do IBGE. A escolha desta área para o início do plano se deve à sua classificação como de baixa complexidade para intervenções permanentes. O Estado dividiu os territórios dominados pelo crime em três níveis: alto (Complexos do Alemão e da Penha), médio (Maré e Complexo de Israel) e baixo (cinturão de comunidades da Grande Jacarepaguá).

A primeira fase de ocupação deve ocorrer em Rio das Pedras, controlada por milicianos em aliança com o Terceiro Comando Puro, e nas comunidades de Muzema e Gardênia Azul, sob domínio do Comando Vermelho. A Cidade de Deus, embora identificada no diagnóstico, ficou fora desta etapa inicial.

Cinco Eixos Fundamentais para a Retomada e Desenvolvimento

O plano enviado ao STF está estruturado em cinco eixos principais que visam garantir a presença efetiva do Estado e promover o desenvolvimento social e econômico das áreas. São eles: Segurança Pública e Justiça, Desenvolvimento Social, Urbanismo e Infraestrutura, Desenvolvimento Econômico e Governança e Sustentabilidade.

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O eixo de Segurança Pública e Justiça foca na retirada de grupos criminosos e na implantação de Bases Integradas de Segurança Territorial funcionando 24 horas. Prevé ainda operações integradas com forças estaduais, federais e, se necessário, Forças Armadas, além de combate ao tráfico de armas e lavagem de dinheiro.

O Desenvolvimento Social busca ampliar o acesso a direitos básicos, com mutirões de cidadania, saúde e educação, além de requalificação de escolas e programas de apoio familiar para combater o aliciamento de jovens.

Em Urbanismo e Infraestrutura, o plano contempla obras de saneamento, iluminação, moradia, mobilidade, regularização fundiária e oferta de conectividade pública.

O Desenvolvimento Econômico propõe a criação de zonas de incentivo ao empreendedorismo, cooperativas comunitárias, parcerias com empresas para contratação local e fomento ao turismo comunitário.

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Por fim, o eixo de Governança e Sustentabilidade prevê um gabinete integrado de gestão territorial, com participação da União, Estado e municípios, e comitês locais e conselhos populares.

Etapas Futuras e Cumprimento de Exigências do STF

A implantação do plano depende da aprovação de um grupo de trabalho do STF e de debates com a Prefeitura do Rio e o Governo Federal. O Estado já concluiu parte das respostas exigidas pelo STF relacionadas à ADPF das Favelas, como o uso de câmeras corporais por policiais e a disponibilização de ambulâncias para operações.

Especialistas ressaltam que a presença do Estado nessas áreas deve ser permanente, indo além das ações policiais e abrangendo serviços essenciais como saúde, educação e infraestrutura urbana, para garantir uma ocupação contínua e eficaz.

Fonte: O Globo

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