Rio Bossa Nossa celebra a eterna bossa nova em Ipanema com programação gratuita
A bossa nova, um dos gêneros musicais mais emblemáticos do Rio de Janeiro, ganha um palco especial na Praia de Ipanema com a quarta edição do festival Rio Bossa Nossa. O evento, que acontece de sexta a domingo, celebra o legado de Tom Jobim, maestro que faria 99 anos em janeiro, reunindo três gerações de artistas em shows gratuitos na altura do Jardim de Alah.
A programação musical conta com nomes como Seu Jorge, Daniel Jobim, Leila Pinheiro, Marcos Valle, Maria Gadú, Roberto Menescal, Theo Bial, Cris Delanno, Joyce e Leo Jaime. Além dos shows, o festival oferece atividades ao ar livre, incluindo aulas de yoga, ginástica, beach tênis e futevôlei, promovendo um fim de semana de cultura e lazer na orla carioca.
O festival também reserva um momento especial para homenagear personalidades que foram fundamentais para o movimento da bossa nova. No domingo, Nelson Motta, Helô Pinheiro e Roberto Menescal receberão um diploma que os reconhecerá no calendário oficial da cidade, celebrando suas contribuições para a música brasileira. As informações são do O Globo.
Homenagem a ícones da Bossa Nova e a força da renovação
Helô Pinheiro, a eterna Garota de Ipanema, será a apresentadora do festival. Aos 82 anos, ela relembra com carinho a época dourada da bossa nova, destacando o amor e a graça que permeavam aquele período musical. “Sinto muito orgulho de ter feito parte dessa época tão maravilhosa. Tudo era mais cheio de graça e também lindo por causa do amor”, declara Pinheiro.
Roberto Menescal, um dos fundadores do movimento, aos 88 anos, se apresenta no domingo ao lado de Theo Bial e Cris Delanno. Menescal observa um crescente interesse de artistas mais jovens pelo gênero, o que ele considera positivo para a difusão da bossa nova pelo mundo. “Hoje toca mais bossa nova no Japão do que no Brasil, parece que as novas gerações estão sendo informadas disso”, comenta.
Cris Delanno, representante de uma geração mais recente de cantoras de bossa nova, acredita que o frescor do gênero reside em sua estética atemporal. “Harmonia, melodia e levada, todos esses elementos contribuem para o sucesso da bossa nova. E ela continua encantando e fazendo sucesso no mundo inteiro”, afirma, citando exemplos como Billie Eilish e Anitta que se inspiraram no estilo.
Novos talentos e a expansão global da Bossa Nova
Theo Bial, o mais jovem do line-up, com 28 anos, vê a parceria com Menescal como um sonho realizado. Para ele, a bossa nova é uma expressão de amor e identificação com a cidade e suas raízes. “Música boa é eterna, é pra sempre. Talvez por isso ela se mantenha viva, assim como samba”, define o músico.
O festival ocorre em um momento de efervescência de homenagens à bossa nova, antecipando as comemorações dos 70 anos de “Chega de Saudade” em 2028. Projetos como uma exposição imersiva curada por Nelson Motta e uma plataforma online dedicada ao gênero estão previstos para este ano, além do lançamento póstumo do álbum “A bossa rara de Nara”.
Rio Bossa Nossa: Um legado de empreendedorismo e suave melodia
Emerson Martins, criador do Rio Bossa Nossa, traz em seu DNA a história da bossa nova, tendo crescido na churrascaria Plataforma 1, reduto boêmio frequentado por Tom Jobim e outros grandes nomes das artes e da literatura. “Cresci nesse meio”, relembra Martins, que divide a curadoria do festival com Pretinho da Serrinha.
Martins defende a bossa nova como um gênero que se mantém atual por sua suavidade, saúde e capacidade de transmitir paz e amor. “A bossa nova precisava de um evento dessa grandeza para colocá-la no lugar onde ela tem que estar”, ressalta, celebrando a presença de público jovem e a renovação do gênero.
Programação de Atividades
Sexta, sábado e domingo: 7h às 9h – Aulas Bodytech
Sexta: 9h30 às 16h – Futevôlei
Sábado: 9h30 às 16h – Beach Tennis
Domingo: 9h30 às 16h – Clínicas futevôlei e beach tennis (inscrições pela SYMPLA)
Fonte: O Globo
