Preocupação com desempenho eleitoral no Sudeste
A recente queda nas pesquisas de intenção de voto do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na região Sudeste tem gerado apreensão entre seus aliados. A região, que engloba os três maiores colégios eleitorais do país – São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro -, é historicamente um reduto eleitoral da família Bolsonaro. A perda de força na área pode comprometer o desempenho de outros candidatos da direita.
Um levantamento recente da Atlas/Bloomberg revelou que Flávio Bolsonaro viu sua aprovação cair de 41,2% para 30,7% no Sudeste em apenas um mês, enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva apresentou crescimento na mesma região. Essa oscilação é vista como um sinal de alerta para as estratégias eleitorais futuras do grupo.
A preocupação se estende aos palanques estaduais, que correm o risco de ficarem mais enfraquecidos caso a tendência de queda se mantenha. A falta de candidatos competitivos e com boa avaliação em estados chave como Rio de Janeiro e Minas Gerais agrava o cenário.
Palanque do Rio de Janeiro em xeque
No Rio de Janeiro, o cenário é descrito como “totalmente bagunçado” por bolsonaristas. O candidato do PL ao governo do estado, Douglas Ruas, enfrenta desafios para ganhar notoriedade e lida com o desgaste de sua participação na gestão de Cláudio Castro. O ex-governador teve sua candidatura ao Senado inviabilizada por operações da Polícia Federal.
Jair Bolsonaro deve definir em breve o substituto de Castro para a disputa ao Senado. As opções incluem Sostenes Cavalcante e Carlos Jordy, ambos vistos como competitivos e com bom trânsito no PL. Carlos Portinho também é considerado.
Minas Gerais sem candidato definido
A situação em Minas Gerais é igualmente tensa. O estado, conhecido por ser um fiel da balança em eleições presidenciais, ainda não tem um nome definido para compor o palanque de Flávio Bolsonaro. O senador Cleitinho, que lidera as pesquisas locais, ainda não confirmou sua candidatura, gerando incerteza entre os aliados.
A falta de definição em Minas Gerais é vista como um ponto crítico, pois um candidato forte no estado seria fundamental para fortalecer a base de apoio de Flávio Bolsonaro na região Sudeste. A imprevisibilidade da candidatura de Cleitinho é um fator de preocupação.
Fonte: O Globo
