Jovens Defensores Populares Expandem Atuação no Rio de Janeiro
O Projeto Jovens Defensores Populares inicia novas turmas no Rio de Janeiro neste sábado (17), com o objetivo de democratizar o acesso à Justiça e empoderar jovens de comunidades periféricas. A iniciativa, que já alcança diversas regiões do estado, visa formar agentes de transformação social e fortalecer o engajamento cívico e político da juventude.
A expansão do programa no Rio de Janeiro adiciona 100 novos participantes, com aulas previstas para as comunidades da Maré, Vila Vintém, Rocinha e Jardim Catarina, em São Gonçalo. Essas novas turmas se somam às já existentes na Zona Norte, Zona Oeste e Baixada Fluminense, que concluem sua formação em fevereiro, beneficiando um total de 90 jovens defensores populares.
Ao todo, o projeto está presente em seis Unidades da Federação e já conta com 979 participantes em sua primeira etapa. O programa é uma parceria entre o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e a Secretaria Nacional de Juventude (SNJ), com recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP).
Formação e Impacto Social
Voltado para jovens de 18 a 29 anos, o projeto utiliza uma metodologia baseada na educação popular, na perspectiva antirracista e no arte-ativismo. A formação inclui pesquisa de campo, diagnósticos participativos e o desenvolvimento de estratégias de intervenção territorial, como incidência política e comunicação comunitária.
A secretária nacional de Acesso à Justiça, Sheila de Carvalho, destaca a importância do projeto: “Ao fortalecer o acesso à Justiça e a participação cidadã, investimos em lideranças que conhecem seus territórios, entendem seus direitos e sabem mobilizar soluções concretas para suas comunidades”. Os participantes, em sua maioria jovens negros e negras de baixa renda, são selecionados por meio de busca ativa e articulação com organizações locais.
Resultados Positivos e Ampliação do Alcance
Resultados da primeira etapa, realizada em 2025 em seis estados, indicam um impacto positivo na formação cidadã. Cerca de 96,4% dos participantes afirmaram conhecer melhor seus direitos após o curso, e 86,25% consideraram úteis as ferramentas oferecidas. O projeto já realizou 623 encontros formativos, envolvendo centenas de educadores e profissionais.
O coordenador da Agenda Jovem Fiocruz, André Sobrinho, ressalta que o programa reconhece as vulnerabilidades enfrentadas pela juventude periférica: “O projeto amplia o repertório de jovens engajados na busca por mudanças, sem ignorar essas vulnerabilidades”. A iniciativa busca fortalecer a presença do Estado em territórios historicamente vulnerabilizados, promovendo soluções locais para desafios sociais.
Fonte: Governo Federal
