Projeto de Lei busca proteger capela onde Machado de Assis se casou no Rio de Janeiro

Projeto de Lei busca proteger capela onde Machado de Assis se casou no Rio de Janeiro

Preservação do legado literário: Nova lei mira capela do casamento de Machado de Assis A histórica capela onde o renomado escritor Machado de Assis se casou, localizada no bairro do Cosme Velho, no Rio de Janeiro, pode ganhar proteção oficial. A deputada estadual Dani Balbi (PCdoB-RJ) apresentou o Projeto de Lei (PL) nº 7772/2026, que […]

Resumo

Preservação do legado literário: Nova lei mira capela do casamento de Machado de Assis

A histórica capela onde o renomado escritor Machado de Assis se casou, localizada no bairro do Cosme Velho, no Rio de Janeiro, pode ganhar proteção oficial. A deputada estadual Dani Balbi (PCdoB-RJ) apresentou o Projeto de Lei (PL) nº 7772/2026, que propõe a criação da Política Estadual de Preservação, Valorização e Difusão do Patrimônio Histórico Literário do Estado do Rio de Janeiro.

A iniciativa surge em resposta a relatos de moradores sobre movimentações de representantes de uma incorporadora no terreno onde funcionava a Casablanca Estudios e se encontra a capela. A preocupação é com o futuro do imóvel e sua relevância histórica, especialmente por ser um local ligado à trajetória de um dos maiores nomes da literatura brasileira.

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Segundo o Instituto Rio Patrimônio da Humanidade (IRPH), qualquer intervenção no local está sujeita à autorização dos órgãos competentes para a preservação do patrimônio. A nova proposta de lei busca justamente criar mecanismos permanentes para salvaguardar espaços como este, garantindo que a memória cultural e literária do estado seja mantida para as futuras gerações.

Um cadastro para a memória literária fluminense

O PL de Dani Balbi prevê a criação de um Cadastro Estadual do Patrimônio Literário Fluminense. Este registro reunirá imóveis, bibliotecas, arquivos, acervos, coleções e locais associados à vida e obra de escritores e a movimentos literários do Rio de Janeiro. A ideia é mapear e proteger esses bens culturais.

Além disso, o projeto estabelece mecanismos de proteção específicos para imóveis já reconhecidos como patrimônio literário. Qualquer intervenção que possa descaracterizar ou comprometer a memória desses locais exigirá uma análise prévia dos órgãos responsáveis.

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Abrangência do projeto vai além de autores consagrados

A proposta de lei não se limita a proteger a memória de autores já consagrados. Ela também contempla a valorização de bibliotecas comunitárias, literatura periférica, saraus, slams, manifestações de tradição oral e circuitos culturais ligados à produção literária contemporânea. O objetivo é abranger a diversidade da produção literária do estado.

“A história literária do Rio está espalhada por casas, bibliotecas, arquivos, praças e espaços de convivência. Muitas vezes, esses locais desaparecem sem que o poder público tenha instrumentos para agir. Precisamos garantir que a memória de autores como Machado de Assis, Lima Barreto e de tantas expressões da literatura fluminense seja preservada para as próximas gerações”, ressaltou a deputada Dani Balbi.

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Medidas para a preservação e acesso

Entre as medidas propostas estão a digitalização de acervos, o incentivo à pesquisa, o apoio a espaços de memória literária, a integração com políticas de educação e turismo cultural, e a criação de uma plataforma pública para acesso aos bens reconhecidos. O caso da capela no Cosme Velho evidencia a urgência dessa política, segundo a parlamentar.

“Não se trata apenas de proteger prédios, mas de garantir que a memória cultural do Rio continue acessível à população”, enfatizou Dani Balbi, destacando a importância de assegurar que locais ligados a figuras como Machado de Assis sejam preservados.

Fonte: Agência de Notícias

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