Polícia Militar desarticula rede de segurança do bicheiro Rogério de Andrade no Rio de Janeiro
Quinze policiais militares que integravam o núcleo de segurança do bicheiro Rogério de Andrade, na região de Bangu, no Rio de Janeiro, foram presos nesta terça-feira (10). A ação faz parte de uma operação mais ampla que cumpriu um novo mandado de prisão contra o próprio Rogério de Andrade, que já se encontra detido. Ao todo, 20 mandados foram expedidos pela Justiça, visando 18 integrantes do esquema, incluindo policiais militares e penais, da ativa e inativos, além de um policial civil inativo cooptado pela organização criminosa.
A investigação, conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), aponta que os denunciados atuavam na proteção de pontos de exploração ilegal de jogos de azar em Bangu. Para garantir a livre atividade do grupo criminoso, eles se valiam da prática sistemática de atos de corrupção. Os envolvidos responderão por crimes como organização criminosa armada, corrupção ativa e passiva.
Os mandados foram cumpridos em diversas cidades do Rio de Janeiro e também na Penitenciária Federal de Campo Grande, Mato Grosso do Sul, onde Rogério de Andrade está preso. A Policia Militar informou que os agentes presos foram levados para a unidade prisional da corporação em Niterói. Ao menos uma arma irregular foi apreendida durante as buscas. Conforme informações divulgadas pelo MPRJ.
Policiamento atuava em oito batalhões diferentes
Os policiais militares denunciados, incluindo dez subtenentes entre os 16 investigados (um está foragido), atuavam em diferentes unidades, como a Subsecretaria de Gestão de Pessoas, o Batalhão de Policiamento de Vias Expressas (BPVE) e outros sete batalhóis da Polícia Militar do estado. A operação demonstra a capilaridade do esquema criminoso dentro da própria força policial.
Rogério de Andrade: histórico de prisões e acusações
Rogério de Andrade foi preso anteriormente em 2024, durante a Operação Último Ato, também do Gaeco do Rio, em sua residência em um condomínio de luxo na Barra da Tijuca. Ele foi denunciado à Justiça pelo homicídio do também contraventor Fernando de Miranda Ignácio, genro de Castor de Andrade. Rogério é sobrinho de Castor, que, segundo a polícia, comandava o jogo do bicho e máquinas caça-níqueis na zona oeste do Rio.
Órgãos de segurança se manifestam sobre o caso
A Secretaria de Polícia Militar declarou que não compactua com desvios de conduta e que os agentes envolvidos serão submetidos a processos administrativos disciplinares. A Secretaria de Administração Penitenciária informou que a corregedoria acompanhou a ação do Gaeco em relação aos policiais penais, e uma sindicância interna será instaurada. A Polícia Civil também informou a instauração de processo administrativo disciplinar contra o policial civil inativo.
Fonte: G1
