PSD denuncia uso político da polícia no Rio de Janeiro ao STF
O presidente do PSD no Rio de Janeiro, deputado Pedro Paulo, solicitou uma audiência com o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. O objetivo é apresentar denúncias sobre o que ele considera ser o uso político da Polícia Civil fluminense pelo governador Cláudio Castro.
A ação do partido surge após a prisão do vereador e ex-secretário de Juventude de Eduardo Paes, Salvino Oliveira, também do PSD. Pedro Paulo alega que a operação policial visou instrumentalizar a corporação para fins eleitorais, prejudicando um membro do partido.
A defesa do PSD busca no STF uma resposta sobre a atuação das forças de segurança estaduais. A expectativa é que a reunião com Alexandre de Moraes, relator da ADPF das Favelas, possa trazer esclarecimentos e defininir os próximos passos em relação ao plano de retomada territorial no Rio de Janeiro.
Motivação da denúncia e o papel de Alexandre de Moraes
Pedro Paulo considera que a Polícia Civil do Rio de Janeiro foi usada politicamente na prisão de Salvino Oliveira. Logo após a operação, tanto o governador Cláudio Castro quanto o secretário de Polícia Civil, Filipe Curi, afirmaram que Salvino era o braço direito do Comando Vermelho na prefeitura do Rio.
O pedido de reunião com Alexandre de Moraes se justifica pelo fato de o ministro ser o relator da ADPF 635, conhecida como ADPF das Favelas. Moraes terá a responsabilidade de dar a palavra final sobre o plano de retomada de território apresentado pelo governo do Rio de Janeiro no âmbito dessa ação.
Ações anteriores e diálogo com outras autoridades
Na última semana, Pedro Paulo já havia se reunido com outras autoridades para tratar do assunto. Ele teve audiências com o Procurador-Geral da República, Paulo Gonet, e com o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. Essas conversas demonstram a preocupação do partido em buscar instâncias superiores para apurar as denúncias.
O caso levanta discussões sobre a independência das forças de segurança e a necessidade de evitar qualquer tipo de partidarização ou uso indevido em contextos políticos. A atuação da Polícia Civil e as declarações de seus gestores estão sob escrutínio.
Fonte: G1
