Praias do Rio: Espreguiçadeira a R$ 100 na Zona Sul e Sofá na Areia a R$ 850 no Recreio

Praias do Rio: Espreguiçadeira a R$ 100 na Zona Sul e Sofá na Areia a R$ 850 no Recreio

Preços exorbitantes nas praias do Rio e Região dos Lagos chateiam banhistas As praias do Rio de Janeiro, conhecidas por sua beleza natural, estão se tornando um destino caro para muitos frequentadores. Relatos indicam que o aluguel de itens básicos como cadeiras e guarda-sóis, além do consumo em barracas, atingiu valores considerados exorbitantes por moradores […]

Resumo

Preços exorbitantes nas praias do Rio e Região dos Lagos chateiam banhistas

As praias do Rio de Janeiro, conhecidas por sua beleza natural, estão se tornando um destino caro para muitos frequentadores. Relatos indicam que o aluguel de itens básicos como cadeiras e guarda-sóis, além do consumo em barracas, atingiu valores considerados exorbitantes por moradores e turistas.

Enquanto em Ipanema uma espreguiçadeira pode custar R$ 100 (com desconto para R$ 70), no Recreio dos Bandeirantes, um sofá na areia chega a ser alugado por R$ 850 a diária. Essa disparidade de preços reflete um cenário de inflação praiana que tem impactado o bolso dos banhistas.

Além do aluguel de equipamentos, o consumo também segue a tendência de alta. Água de coco em Ipanema pode custar R$ 12, e na Região dos Lagos, um pastel em Búzios foi visto por R$ 150, conforme apurado por O GLOBO. É importante notar que as praias de Barra de Guaratiba, Arpoador, Botafogo e Glória estão impróprias para banho, segundo o Inea.

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Concorrência e estratégias para economizar

Apesar da alta nos preços, a concorrência entre os barraqueiros é grande, o que, em alguns casos, permite negociações. Em Ipanema, o aluguel de uma espreguiçadeira com sombreiro pode sair por R$ 100, mas com desconto, o valor cai para R$ 70. Um guarda-sol comum custa entre R$ 25 e R$ 50.

Muitos turistas, antecipando os custos, optam por levar seus próprios equipamentos. Famílias de Porto Alegre e Barretos (SP) relataram ter despachado cadeiras pelo avião ou trazido seus próprios kits de praia para economizar durante a estadia. Uma turista de Porto Alegre gastou cerca de R$ 200 para despachar sete cadeiras e um guarda-sol, prevendo uma economia significativa ao longo de 15 dias.

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Fiscalização e direitos do consumidor

A Prefeitura do Rio orienta que os barraqueiros exibam tabelas de preços de todos os produtos e serviços. Embora o valor dos itens de praia não seja fixado pelo poder municipal, consumidores que se sentirem lesados podem acionar a Central de Atendimento 1746 ou o site proconcarioca.prefeitura.rio.

Moradores do Rio, como a assistente técnica Maria Helena Rocha, de Copacabana, já se acostumaram a levar seu próprio “kit praia” para evitar os altos custos. Ela lamenta ver guarda-sóis sendo vendidos por R$ 50 e R$ 100, considerando uma prática de “tirar proveito dos turistas”.

Regiões dos Lagos e Niterói: Preços que surpreendem

Na Região dos Lagos, Búzios se destaca pelos valores elevados, com uma porção de pastel a R$ 150 e refeições com pescados custando até R$ 470. Em Niterói, embora a prefeitura estipule um teto de R$ 21,73 para o aluguel de cadeiras, mesas e guarda-sóis, o descumprimento dessa regra foi observado na Praia de Camboinhas, onde um cliente foi cobrado R$ 40 apenas para se sentar.

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Apesar do limite definido pela prefeitura de Niterói se referir ao kit completo, comerciantes na orla de Camboinhas têm cobrado valores mais altos por itens avulsos, frustrando os frequentadores que buscam aproveitar o dia na praia.

Fonte: O Globo

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