Pai foragido é preso no Rio por estuprar filho de 5 anos como vingança
Um homem, que estava foragido desde 2014, foi preso na última sexta-feira (13) em Guaratiba, na zona oeste do Rio de Janeiro. Ele foi condenado por estuprar o próprio filho, que tinha apenas 5 anos na época do crime. A prisão foi resultado de trabalhos de inteligência policial que culminaram no cumprimento de um mandado de condenação por estupro de vulnerável.
O crime ocorreu em 2014, na residência da família em Paciência, também na zona oeste. Segundo as investigações, o menino presenciou o pai buscando uma mulher com quem mantinha um caso extraconjugal e foi instruído a não contar o fato para a mãe. No entanto, a criança revelou o ocorrido ao retornar para casa, o que desencadeou a violência como forma de retaliação.
O irmão gêmeo da vítima presenciou o abuso e relatou que o pai justificou o ato afirmando que era para o menino “parar de ser fofoqueiro”. A mãe das crianças foi imediatamente comunicada sobre o episódio e buscou auxílio policial, registrando a ocorrência. Ela também relatou o comportamento hostil e depreciativo do criminoso em relação ao filho.
Abuso como retaliação após exposição de caso extraconjugal
De acordo com as informações, o pai agressor abusou sexualmente do filho de 5 anos como forma de punição por ele ter contado à mãe sobre um caso extraconjugal do pai. O menino teria acompanhado o pai em seu trabalho e presenciado a busca por outra mulher, sendo advertido a não comentar o assunto em casa.
Irmão gêmeo testemunhou o crime e a justificativa do agressor
O relato do irmão gêmeo da vítima foi crucial para a investigação. Ele testemunhou o abuso e ouviu o pai afirmar que o ato era uma consequência do menino ter sido “fofoqueiro”. A mãe das crianças também mencionou o comportamento agressivo e ofensivo do pai em relação ao filho.
Prisão após anos foragido
Após a ocorrência do crime em 2014, o homem estava foragido. A localização foi possível graças a um trabalho de inteligência e monitoramento policial, que resultou no cumprimento do mandado de prisão condenatória. O caso chocou a comunidade local e reacende o debate sobre a proteção de crianças e adolescentes contra a violência sexual.
Fonte: R7
