Poesias Agudas: Idoso de 82 anos lança livro com poemas escritos por décadas no Rio de Janeiro

Poesias Agudas: Idoso de 82 anos lança livro com poemas escritos por décadas no Rio de Janeiro

Poemas de uma vida: A jornada literária de Altair Pinheiro aos 82 anos Aos 82 anos, Altair Pinheiro celebra o lançamento de seu primeiro livro de poemas, “Poesias Agudas”, no Rio de Janeiro. A obra, que será publicada no primeiro semestre deste ano, reúne textos escritos ao longo de décadas, refletindo a trajetória pessoal, as […]

Resumo

Poemas de uma vida: A jornada literária de Altair Pinheiro aos 82 anos

Aos 82 anos, Altair Pinheiro celebra o lançamento de seu primeiro livro de poemas, “Poesias Agudas”, no Rio de Janeiro. A obra, que será publicada no primeiro semestre deste ano, reúne textos escritos ao longo de décadas, refletindo a trajetória pessoal, as reflexões políticas e a sensibilidade do autor diante da vida.

O livro conta com ilustrações da artista Amanda Orbel e é resultado de uma relação profunda com a arte e a escrita, que começou na infância. Altair encontrou na poesia uma forma de expressão e resistência, transformando suas experiências e observações em versos.

A publicação marca a consolidação de uma história em que a escrita sempre foi um instrumento de reflexão. Conforme informações divulgadas, o livro será publicado pelo Coletivo Literário Macondo Casa Editorial e Letra Miúda.

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Da infância à expressão: a escrita como refúgio

Desde cedo, Altair Pinheiro demonstrou um interesse pela arte e pela leitura, crescendo em um ambiente familiar propício ao estudo e à cultura. No entanto, a dificuldade em dialogar o impulsionou a buscar na escrita um caminho para expressar seus pensamentos e inquietações.

Aos 9 ou 10 anos, já registrava suas ideias em pedaços de papel, utilizando blocos improvisados. Na adolescência, seus textos começaram a ganhar forma poética, com um tom crítico que se mantém presente em sua obra. “Eu comecei a escrever muito cedo, com 9 ou 10 anos. Era uma forma de colocar para fora aquilo que eu não conseguia dizer”, relata o poeta.

Resiliência e cuidado: a poesia como ferramenta de saúde mental

A trajetória de Altair também foi marcada por momentos de sofrimento psíquico e experiências com o antigo modelo de internação psiquiátrica. Ao longo da vida, ele acompanhou de perto as transformações da reforma psiquiátrica brasileira e hoje encontra no Instituto Municipal Nise da Silveira, no Rio de Janeiro, um espaço de cuidado e convivência.

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Desde 2023, Altair participa ativamente de oficinas de escrita e expressão, como a “Entre Linhas”, e do programa de rádio “Espaço da Diferença”. Para ele, o cuidado em saúde mental vai além do tratamento medicamentoso, englobando cultura, arte, escuta e oportunidades de expressão. “O cuidado mental não vem só do remédio. Vem também da cultura, da arte e da possibilidade de falar e ser escutado”, afirma.

A natureza como musa: observando os detalhes da vida

A relação de Altair com a natureza, cultivada desde a infância em um ambiente cercado por árvores e pássaros, é uma fonte constante de inspiração para sua poesia. Ele desenvolveu um olhar atento aos pequenos detalhes do cotidiano, que se transformam em versos sobre a fauna, a flora e as relações humanas.

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O poema “O Canto do Sabiá”, inspirado nos pássaros que ouvia em Juiz de Fora, foi adaptado em 2013 para um espetáculo musicado apresentado no Fórum Mundial de Direitos Humanos, em Brasília, levando a obra de Altair a um público internacional. “Minha terapeuta viu um monte de rascunhos espalhados e perguntou se podia usar aqueles textos. Eles montaram um espetáculo musicado e levaram para o fórum. Foi um sucesso”, relembra.

Fonte: G1

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