PL pede ao STF que presidente da Alerj assuma governo interino do Rio em caso de vacância

PL pede ao STF que presidente da Alerj assuma governo interino do Rio em caso de vacância

PL contesta decisão do STF e quer que presidente da Alerj assuma governo do Rio interinamente O Partido Liberal (PL) entrou com um pedido no Supremo Tribunal Federal (STF) para que o futuro presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) possa assumir interinamente o governo do Estado. A solicitação foi feita no âmbito […]

Resumo

PL contesta decisão do STF e quer que presidente da Alerj assuma governo do Rio interinamente

O Partido Liberal (PL) entrou com um pedido no Supremo Tribunal Federal (STF) para que o futuro presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) possa assumir interinamente o governo do Estado. A solicitação foi feita no âmbito de uma ação que discute as regras para uma eventual eleição indireta em caso de vacância no Poder Executivo fluminense.

O imbróglio judicial surge após a renúncia do ex-governador Cláudio Castro (PL), na véspera de sua condenação pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por abuso de poder político e econômico. A questão central é como preencher o cargo de governador até o fim do mandato atual, com duas ações em andamento no STF.

Uma das ações pede que a escolha do novo governador seja feita por votação popular, enquanto a outra trata das regras para um pleito indireto. Ambas foram movidas pelo PSD, do ex-prefeito Eduardo Paes. Recentemente, o ministro Cristiano Zanin, relator de um dos processos, suspendeu o julgamento sobre as regras da eleição indireta e determinou que as duas ações fossem julgadas conjuntamente.

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Decisão de Zanin e contestação do PL

Na liminar, Zanin suspendeu o julgamento virtual da ação sobre as regras do pleito indireto e congelou a linha sucessória do Estado. Até que a definição sobre a eleição direta ou indireta seja resolvida, a gestão interina ficará com o presidente do Tribunal de Justiça do Rio (TJ-RJ), desembargador Ricardo Couto. Essa decisão é o ponto que o PL contesta.

O partido argumenta que a liminar de Zanin fere a Constituição estadual, que estabelece a seguinte ordem sucessória: governador, vice-governador, presidente da Alerj e presidente do TJ-RJ. O PL sustenta que a controvérsia sobre o preenchimento definitivo da vaga não justifica ignorar a regra constitucional para a interinidade.

“A interinidade exercida por um magistrado carece do elemento essencial da democracia representativa: o sufrágio popular”, afirmou o PL em sua ação, destacando que a gestão interina por um juiz não reflete a vontade popular.

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Contexto da linha sucessória no Rio

Ricardo Couto está no cargo de governador em exercício desde a saída de Cláudio Castro. Isso ocorre porque o cargo de vice-governador está vago desde maio de 2023, quando Thiago Pampolha deixou a cadeira para assumir como conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ).

O então presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar, não pôde assumir interinamente o governo pois estava afastado de suas funções devido a um inquérito sobre repasse de informações privilegiadas ao Comando Vermelho. Bacellar está preso e perdeu o mandato após ser condenado junto com Castro no TSE.

Disputa pela presidência da Alerj e o plano do PL

Com a saída de Bacellar, a Alerj deve eleger um novo presidente nesta semana. O PL tem articulado para eleger o deputado estadual Douglas Ruas (PL), seu pré-candidato ao governo, para o cargo. A intenção do partido é que Ruas, ao assumir a presidência da Alerj, também assuma interinamente o governo do Estado.

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O objetivo do PL é que, com o controle da máquina pública e maior visibilidade, Douglas Ruas fortaleça sua candidatura para as eleições de outubro, especialmente em um cenário de disputa com Eduardo Paes. Na semana passada, o PL chegou a eleger Ruas para a presidência da Alerj em uma manobra, mas a votação foi anulada pelo TJ-RJ por não seguir o regimento interno da Casa.

Fonte: O Globo

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