Paes defende palco gospel no Réveillon do Rio e nega intolerância religiosa: 'Quem é de axé vem para o samba'

Paes defende palco gospel no Réveillon do Rio e nega intolerância religiosa: ‘Quem é de axé vem para o samba’

Paes nega intolerância religiosa e defende diversidade no Réveillon do Rio O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), negou nesta terça-feira (2) que a inclusão de um palco dedicado à música gospel entre os 13 disponíveis no Réveillon da cidade configure intolerância religiosa. A decisão gerou polêmica e está sob investigação do Ministério […]

Resumo

Paes nega intolerância religiosa e defende diversidade no Réveillon do Rio

O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), negou nesta terça-feira (2) que a inclusão de um palco dedicado à música gospel entre os 13 disponíveis no Réveillon da cidade configure intolerância religiosa. A decisão gerou polêmica e está sob investigação do Ministério Público Federal (MPF), que apura possível privilégio a uma religião específica na organização do evento.

Segundo Paes, a população cristã representa uma parcela significativa da cidade e, historicamente, não frequentava as celebrações em Copacabana. O prefeito argumentou que é preciso combater o preconceito contra o povo de axé sem criar outro contra os cristãos, destacando que a música gospel foi recentemente reconhecida como patrimônio nacional.

“A gente não pode transformar um preconceito que de fato existe, que é absurdo e inaceitável, contra o povo de axé, em preconceito contra o povo cristão. Há uma parcela muito significativa da nossa cidade que gosta de música gospel e que quer – e pode – ter seu espaço”, afirmou o prefeito.

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Paes se declara defensor da diversidade religiosa

O prefeito enfatizou que a polêmica em torno do tema representa, na verdade, uma forma de discriminação contra a música gospel. Ele se apresentou como o prefeito que mais apoia a diversidade religiosa e que mais defende o povo de axé, combatendo o preconceito no Rio de Janeiro.

“Nunca escondi de ninguém meu amor pelo samba. Vou à Lavagem da Sapucaí e, apesar de católico, recebo ali energias que até hoje não sei explicar. Vamos parar com essa conversa, porque não dá para combater um preconceito real e inaceitável criando outro contra o povo cristão”, concluiu Paes.

Em resposta a críticas, como a do professor e babalawô Ivanir dos Santos, que defende tratamento igualitário para todas as religiões, Paes utilizou as redes sociais para rebater. Ele afirmou que o povo cristão também tem direito a celebrar e que o movimento contra o palco gospel poderia “radicalizar uma cidade aberta para todas as crenças”.

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Análise de IA e diversidade musical no Réveillon

Paes revelou ter recorrido a uma ferramenta de inteligência artificial para analisar os gêneros musicais presentes nos 13 palcos do Réveillon. A análise indicou que o gospel representou 6,25% das apresentações musicais. A IA também apontou que gêneros como trap e sertanejo, muito populares no Brasil, tiveram pouca representação.

“Como não sou eu que faço a grade de quem vai ou não tocar parabenizo o time do Abel Gomes (organizador do réveillon) pelas escolhas. Achei as análises positivas mas alguns ajustes terão que ser feitos no próximo ano”, comentou Paes, sugerindo a inclusão de mais ritmos como sertanejo e funk em futuras edições.

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A tradição do Réveillon à beira-mar no Rio de Janeiro tem raízes nas práticas de religiões de matriz africana, incentivadas por figuras como Tata Tancredo. Com o tempo, o espetáculo se tornou uma atração turística, com os ritos tradicionais mudando de data e local.

Fonte: g1.globo.com

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