Paes admite falhas na fiscalização de quiosques com 'puxadinhos' e pede retirada de estruturas irregulares nas praias do Rio

Paes admite falhas na fiscalização de quiosques com ‘puxadinhos’ e pede retirada de estruturas irregulares nas praias do Rio

Prefeito do Rio reconhece falha na fiscalização de quiosques e pede colaboração dos donos O prefeito Eduardo Paes admitiu que a prefeitura cometeu falhas na fiscalização de quiosques que construíram estruturas irregulares, os chamados “puxadinhos”, avançando sobre a areia das praias cariocas. A declaração ocorreu durante o lançamento de um novo programa de inteligência do […]

Resumo

Prefeito do Rio reconhece falha na fiscalização de quiosques e pede colaboração dos donos

O prefeito Eduardo Paes admitiu que a prefeitura cometeu falhas na fiscalização de quiosques que construíram estruturas irregulares, os chamados “puxadinhos”, avançando sobre a areia das praias cariocas. A declaração ocorreu durante o lançamento de um novo programa de inteligência do Civitas, no Centro de Operações, na Cidade Nova.

Paes fez um apelo para que os donos dos quiosques retirem voluntariamente as construções ilegais, a fim de evitar maiores prejuízos. A situação foi detalhada em reportagem publicada pelo O Globo, que expôs as construções que criam “puxadinhos” e a cobrança de preços considerados abusivos.

A reportagem destacou casos específicos na Barra da Tijuca e no Recreio dos Bandeirantes, onde as construções irregulares criam verdadeiros “deques” ou “pátios” na areia, utilizando o espaço para colocar mesas, cadeiras e guarda-sóis. Em alguns locais, essa expansão se assemelha a “quintais” dos quiosques.

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Cobrança de preços elevados em estruturas irregulares

O caso do quiosque Katukas, no Recreio, chama atenção pela cobrança de R$ 800 para o uso de um sofá e uma poltrona em dias de eventos ou com música ao vivo. O valor pode ser revertido em consumação. Na Barra da Tijuca, o Clássico Beach Club cobra R$ 350 por dia para o uso de espreguiçadeiras em uma área elevada, com direito a uma garrafa de vinho e conversão em consumação.

A prática de estender mesas e cadeiras para a faixa de areia, acompanhada de música alta, também foi constatada em uma unidade do Clássico Beach Club no Leblon. Essas ações configuram avanços indevidos sobre o espaço público, que deveriam ser áreas de livre acesso para todos os frequentadores da praia.

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Prefeitura promete ações de fiscalização e retirada

Diante da admissão das falhas, a prefeitura deve intensificar as ações de fiscalização para coibir novas construções irregulares e determinar a retirada das estruturas já existentes. A expectativa é que, com o apelo do prefeito e a pressão da mídia, os proprietários dos quiosques colaborem para a regularização dos espaços.

A regularização da orla é um desafio constante para a prefeitura, que busca equilibrar a atividade econômica dos quiosques com a preservação do espaço público e a garantia do acesso livre e seguro para todos os cidadãos e turistas que frequentam as praias do Rio de Janeiro.

Fonte: O Globo

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