Polícia Desarticula Rede de Segurança de Contraventor
Uma operação policial resultou na prisão de 15 policiais militares e penais, além de um policial civil inativo, que supostamente integravam um esquema de segurança para o contraventor Rogério de Andrade. A ação, que abrange cinco cidades do Rio de Janeiro e um presídio federal em Mato Grosso do Sul, visa desarticular uma organização criminosa envolvida na exploração ilegal de jogos de azar.
Os denunciados são acusados de crimes como constituição de organização criminosa armada, corrupção ativa e passiva. A investigação aponta que o policial civil inativo foi cooptado pelo contraventor enquanto ainda estava em serviço. A força-tarefa busca cumprir mandados de prisão e busca e apreensão em locais estratégicos.
Rogério de Andrade, que já está preso, foi detido em outubro de 2024 sob suspeita de ordenar o assassinato de um rival. Ele é apontado como mandante da morte de Fernando Iggnacio Miranda, ocorrida em 2020. A operação atual expande a investigação sobre as conexões do contraventor e seus métodos de operação.
Policiamento sob Investigação
Os policiais militares detidos atuavam em diversas unidades, incluindo a Subsecretaria de Gestão de Pessoas e vários Batalhões de Polícia Militar. A denúncia aponta que eles ofereciam segurança para pontos de exploração de jogos de azar ilegais na região de Bangu. A cooptação de servidores públicos para atividades ilícitas é um dos focos da investigação.
Ampla Operação em Várias Cidades
A ação policial ocorre simultaneamente no Rio de Janeiro, Belford Roxo, Duque de Caxias, Mangaratiba, Nilópolis e São João de Meriti. Além disso, a Penitenciária Federal de Campo Grande, onde Rogério de Andrade cumpre pena, também é alvo de diligências. A abrangência da operação demonstra a complexidade do esquema investigado.
Prisões Anteriores e Conexões Criminosas
Em janeiro, dois policiais militares que já faziam a segurança de Rogério de Andrade foram presos no Rio de Janeiro. Marcos Antônio de Oliveira Machado e Carlos André Carneiro de Souza foram detidos na ocasião, enquanto o próprio contraventor também era alvo em seu presídio. Essas prisões anteriores já indicavam a existência de um esquema de proteção policial.
Fonte: G1
