Polícia Civil e Militar são alvos de operação contra rede de jogos de azar no Rio
O Ministério Público do Rio (MPRJ) deflagrou uma operação nesta terça-feira (10) com o objetivo de prender policiais militares e penais, além de um civil inativo, suspeitos de integrarem o núcleo de segurança de Rogério de Andrade. A ação, que cumpriu 16 dos 20 mandados de prisão preventiva expedidos, concentrou-se em Bangu, na Zona Oeste do Rio.
Segundo a denúncia do MPRJ, os acusados atuavam na proteção de locais de exploração ilegal de jogos de azar na região. A investigação aponta que a corrupção de agentes públicos era utilizada para garantir a continuidade das atividades criminosas. Os envolvidos responderão por constituição de organização criminosa armada, majorada pelo concurso de funcionários públicos e pela conexão com outras quadrilhas, além de corrupção ativa e passiva.
Os mandados foram expedidos pela 1ª Vara Especializada em Organização Criminosa da Capital, a pedido do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco/MPRJ). As buscas ocorreram em endereços no Rio de Janeiro e em municípios da Baixada Fluminense e região metropolitana, como Belford Roxo, Duque de Caxias, Mangaratiba, Nilópolis e São João de Meriti.
Polícia Militar e Penal em foco na investigação
Entre os presos estão policiais militares lotados em diversos batalhões da PM, incluindo os da Subsecretaria de Gestão de Pessoas (SSGP) e do Batalhão de Policiamento de Vias Expressas (BPVE). Batalhões como o de São Cristóvão, Tijuca, Bangu, Ilha do Governador, Maré, Leblon e Irajá tiveram agentes envolvidos na operação.
A Polícia Militar informou que os agentes detidos serão submetidos a processos administrativos disciplinares e encaminhados à Unidade Prisional da Corporação, em Niterói. As corregedorias da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária e da Polícia Civil também colaboram com as investigações.
Rogério de Andrade já está preso federalmente
Rogério de Andrade encontra-se detido desde novembro de 2024, cumprindo pena em um presídio federal em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul. Ele foi preso sob a acusação de chefiar uma quadrilha do jogo do bicho e de envolvimento na morte de seu rival, Fernando Iggnácio. Um novo mandado contra ele foi cumprido nesta terça-feira (10).
Fonte: G1
