Centro do Rio Ganha Novo Complexo Comercial e Boulevard
A Prefeitura do Rio de Janeiro apresentou o projeto para o Novo Mercado Popular da Uruguaiana, um investimento estimado em R$ 74,2 milhões. A iniciativa visa revitalizar um dos mais antigos centros de comércio popular da cidade, com foco na reurbanização completa do entorno.
A proposta central inclui a criação de um boulevard com cerca de 5 mil metros quadrados, conectando a Rua Uruguaiana à Avenida Presidente Vargas. Esta área não recebe um projeto urbanístico estruturante há pelo menos três décadas, tornando a intervenção ainda mais significativa para a dinâmica urbana.
A requalificação abrangerá aproximadamente 8,4 mil metros quadrados de área pública, com a promessa de calçadas acessíveis, novo mobiliário urbano, reorganização dos fluxos de pedestres, além da implantação de jardins e o plantio de 60 árvores. A intervenção busca dialogar com os ideais do urbanista Alfred Agache, que elaborou o primeiro plano diretor moderno do Rio entre 1927 e 1930.
Estrutura Moderna para o Novo Camelódromo
O projeto prevê a demolição da estrutura atual do camelódromo para a construção de um novo edifício de 15,6 mil metros quadrados. O espaço contará com térreo, três pavimentos em mezanino, um supermercado e um terraço, totalizando cerca de 1.600 boxes para os comerciantes.
O novo prédio terá uma estrutura metálica com cobertura em alumínio e fachada com brises metálicos vazados, projetados para otimizar a ventilação e iluminação naturais. O térreo abrigará os boxes, duas praças de alimentação, sanitários e áreas de carga e descarga. O supermercado terá acesso tanto pela Rua Uruguaiana quanto pela Avenida Presidente Vargas, reforçando a integração física.
Integração e Funcionalidade no Coração do Rio
Os mezaninos oferecerão mais boxes e sanitários. O último pavimento contará com órgãos da própria Prefeitura, ampliando a presença institucional no local e promovendo maior integração com os serviços públicos oferecidos à população.
A estratégia por trás do projeto busca resgatar os princípios do Plano Agache, que propunha a organização funcional do Centro, a criação de grandes eixos estruturantes e a valorização dos espaços públicos. A intenção é que essas intervenções moldem o futuro do Centro do Rio, assim como o plano original influenciou áreas como Glória e Flamengo.
Fonte: G1
