Novas vítimas relatam estupros cometidos pelo mesmo grupo no Rio de Janeiro
Após a repercussão do caso de estupro coletivo de uma jovem de 17 anos em Copacabana, o Rio de Janeiro registrou novas denúncias contra o mesmo grupo. Duas novas possíveis vítimas, ambas alunas do Colégio Federal Pedro II, procuraram a Polícia Civil para relatar crimes que teriam sido cometidos pelos mesmos acusados. Uma das novas denunciantes, hoje com 17 anos, afirmou que a violência ocorreu quando ela tinha 14 anos, em 2023.
A polícia já ouviu uma das jovens, que detalhou ter sofrido ameaças de vazamento de cenas do estupro caso revelasse o ocorrido. Essa intimidação foi o motivo pelo qual ela permaneceu em silêncio até agora. O episódio teria acontecido no apartamento da família de Matheus Veríssimo Zoel Martins, um dos acusados que se apresentou à polícia nesta terça-feira (3/3).
O delegado Ângelo Lages, responsável pela investigação, destacou a semelhança entre as estratégias narradas pelas vítimas. “Veio uma nova vítima aqui à delegacia, fez o registro de ocorrência, e o que chamou a atenção da gente é que o modus operandi foi exatamente o mesmo”, explicou Lages, referindo-se a um caso ocorrido em 2023, que também envolveu um adolescente infrator, Matheus e uma terceira pessoa conhecida como Gabriel.
Terceiro caso descoberto e pedido de novas denúncias
Um terceiro caso veio à tona nesta terça-feira. A mãe de uma vítima relatou à polícia que Vitor Hugo Oliveira Simonin, outro acusado de integrar o grupo, teria estupado sua filha durante uma festa junina em outubro do ano passado. O delegado Ângelo Lages reforçou o apelo para que outras possíveis vítimas procurem as autoridades para denunciar os fatos, garantindo que a investigação está em andamento.
Acusados se entregam e outros permanecem foragidos
Mattheus Martins e João Gabriel Xavier Bertho, ambos de 19 anos, entregaram-se à polícia nesta terça-feira. Até a manhã desta quarta-feira (4/3), Vitor Simonin e Bruno Felipe dos Santos Allegretti continuavam foragidos. Todos os envolvidos foram declarados réus. Um adolescente infrator, que teria atraído a vítima para a emboscada por conhecê-la no Pedro II, ainda não teve mandado de apreensão expedido.
Fonte: G1
