MPRJ Realiza Megaoperação Contra Policiais e Bicheiro em Bangu
O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), através do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), deflagrou uma operação nesta terça-feira (data) com o objetivo de prender 19 pessoas ligadas ao bicheiro Rogério de Andrade. Entre os alvos estão 18 policiais militares e penais, além de um policial civil, que atuavam na segurança de pontos de jogos de azar na região de Bangu, Zona Oeste do Rio.
A investigação aponta que os policiais, ativos e inativos, recebiam propina para garantir a livre atuação da organização criminosa. Dezesseis pessoas já foram presas até o momento, e a operação visa desarticular uma rede que utilizava a corrupção para sustentar atividades ilegais.
Os mandados de prisão preventiva foram expedidos pela 1ª Vara Especializada em Organização Criminosa da Comarca da Capital e são cumpridos em diversas cidades do estado, incluindo o Rio de Janeiro, Belford Roxo, Duque de Caxias, Mangaratiba, Nilópolis e São João de Meriti. Rogério de Andrade, que já está preso na Penitenciária Federal de Campo Grande, em Mato Grosso do Sul, também é um dos alvos.
Polícia e Corrupção: Um Duplo Crime em Bangu
De acordo com a denúncia do MPRJ, os envolvidos são acusados de crimes como constituição de organização criminosa armada, majorada pelo envolvimento de funcionários públicos, e também de corrupção ativa e passiva. A rede criminosa utilizava a força policial para proteger a exploração ilegal de jogos de azar.
Investigação Abrangente e Apoio Institucional
A operação conta com o apoio da Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI/MPRJ), da Corregedoria-Geral da Polícia Militar, da Corregedoria da Secretaria estadual de Administração Penitenciária (Seap) e da Corregedoria da Polícia Civil. Essa colaboração interinstitucional é fundamental para o sucesso das investigações e para o cumprimento dos mandados.
Policiamento Militar sob Investigação
Os policiais militares denunciados atuavam em diferentes unidades, incluindo a Subsecretaria de Gestão de Pessoas (SSGP), o Batalhão de Policiamento de Vias Expressas (BPVE) e diversos Batalhões de Polícia Militar (BPMs) na capital. A atuação desses agentes, que deveriam garantir a segurança pública, teria sido desviada para a proteção de atividades ilícitas.
Fonte: MPRJ
