MPF propõe transformar prédio abandonado do INSS no Rio em moradia popular para 115 famílias

MPF propõe transformar prédio abandonado do INSS no Rio em moradia popular para 115 famílias

Prédio abandonado do INSS no Centro do Rio pode se tornar moradia popular O Ministério Público Federal (MPF) apresentou uma proposta à Justiça Federal para que um prédio abandonado do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), localizado na Rua do Riachuelo, no Centro do Rio de Janeiro, seja destinado à habitação de interesse social. A […]

Resumo

Prédio abandonado do INSS no Centro do Rio pode se tornar moradia popular

O Ministério Público Federal (MPF) apresentou uma proposta à Justiça Federal para que um prédio abandonado do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), localizado na Rua do Riachuelo, no Centro do Rio de Janeiro, seja destinado à habitação de interesse social. A iniciativa visa garantir o direito à moradia para as 115 pessoas em situação de vulnerabilidade econômica que ocupam o imóvel há anos, além de encerrar a disputa judicial pela posse.

O edifício, que está desocupado há mais de três décadas, abriga atualmente a Ocupação Gilberto Domingos. Entre os moradores, estão 36 crianças e adolescentes, e 14 idosos. A maioria dos residentes trabalha informalmente na região central e possui filhos matriculados em escolas próximas, o que reforça a importância da permanência no local, segundo o MPF.

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O procurador da República Julio Araujo destacou que a manutenção dos ocupantes é fundamental para assegurar direitos básicos como moradia, educação e acesso ao trabalho. A proposta de acordo foi discutida em uma reunião de mediação em fevereiro, com a participação de representantes do INSS, da Secretaria do Patrimônio da União (SPU), da Advocacia-Geral da União (AGU), do Ministério das Cidades, além de membros da sociedade civil e dos moradores.

Consenso para destinação social do imóvel

Durante a reunião, o INSS manifestou não ter interesse em reaver o imóvel e demonstrou apoio à sua destinação para fins de habitação social e regularização fundiária. A SPU também indicou que o prédio é prioridade para análise e possível transferência de gestão, por se tratar de um bem não operacional da autarquia.

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“É nítido que nenhuma das partes deseja o prosseguimento da ação de reintegração de posse, haja vista que tanto a União quanto sua autarquia sinalizaram o desejo de que seja conferida ao imóvel uma destinação compatível com o interesse social”, afirmou o procurador Julio Araujo. Ele ressaltou que o acordo busca compatibilizar o uso adequado do patrimônio público com a proteção dos direitos fundamentais das famílias.

Regularização e programas habitacionais em pauta

A proposta do MPF inclui o reconhecimento do desinteresse do INSS no imóvel, sua destinação para habitação de interesse social e a extinção da ação possessória em andamento. Além disso, o acordo prevê a avaliação de instrumentos de regularização fundiária que respeitem a organização coletiva dos moradores.

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Entre as alternativas consideradas estão a inclusão da comunidade em programas habitacionais, como o Minha Casa, Minha Vida Entidades, ou a concessão do direito real de uso coletivo do imóvel. A Agência Brasil buscou contato com o INSS para obter um posicionamento e aguarda retorno.

Fonte: Agência Brasil

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