Moradores da Rocinha criticam prioridades da prefeitura para a comunidade
Um projeto de terminal de transportes na comunidade da Rocinha, Zona Sul do Rio de Janeiro, planejado pela prefeitura, tem gerado insatisfação entre os moradores. A principal queixa é que a obra, considerada por muitos como superficial, não atende às necessidades básicas da população.
A Associação de Moradores e Amigos da Rocinha (A.M.A.R.) manifestou publicamente sua desaprovação, argumentando que a prioridade deveria ser a infraestrutura essencial. “Não adianta uma obra linda, e o morador pisando no esgoto”, declarou um representante da associação, evidenciando a urgência de melhorias sanitárias.
A entidade defende que os R$ 350 milhões destinados ao programa PAC Periferia Viva sejam integralmente aplicados na adequação da rede de esgoto e abastecimento de água. Segundo a associação, a falta de saneamento básico adequado é um problema crônico que afeta diretamente a qualidade de vida e a saúde dos residentes.
Exigência por saneamento básico como prioridade
A comunidade da Rocinha aponta a precariedade da rede de esgoto e água como um problema mais urgente do que a construção de um terminal de transportes. Moradores relatam que a infraestrutura atual é insuficiente e frequentemente causa transtornos, como alagamentos e mau cheiro, impactando a saúde pública.
Verba do PAC Periferia Viva: destino em debate
A Associação de Moradores e Amigos da Rocinha (A.M.A.R.) propõe que a verba de R$ 350 milhões, proveniente do programa PAC Periferia Viva, seja direcionada exclusivamente para as obras de saneamento. A entidade acredita que essa medida trará um benefício mais significativo e duradouro para a comunidade, resolvendo problemas estruturais.
A priorização de obras de infraestrutura básica, como saneamento e abastecimento de água, é vista pelos moradores como um passo fundamental para a melhoria da qualidade de vida na Rocinha, antes de investimentos em projetos de mobilidade urbana que não atendem às necessidades mais imediatas.
Fonte: G1
