Lula se encontra com líderes da União Europeia no Rio de Janeiro
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva terá um encontro estratégico nesta sexta-feira (16), no Rio de Janeiro, com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e o presidente do Conselho Europeu, Charles Michel. A reunião, que ocorrerá no Palácio Itamaraty, visa discutir temas relevantes da agenda internacional e os próximos passos do crucial acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, recentemente aprovado pelos europeus.
A expectativa é que o encontro aprofunde as discussões sobre como implementar o acordo, que visa criar uma vasta zona de livre comércio. Após a reunião, Lula e os líderes europeus farão uma declaração conjunta à imprensa, compartilhando os desdobramentos das conversas.
Este acordo, fruto de mais de 25 anos de negociações, tem potencial para impactar 720 milhões de habitantes e movimentar um Produto Interno Bruto (PIB) de US$ 22 trilhões, conforme informações dos ministérios brasileiros de Relações Exteriores e do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. Conforme informação divulgada pelo g1.
Cerimônia de Ratificação em Assunção
Um marco importante na consolidação do acordo será a cerimônia de ratificação, prevista para este sábado (17), na capital do Paraguai, Assunção. O evento contará com a presença dos líderes europeus e dos ministros das Relações Exteriores dos países do Mercosul, selando oficialmente o compromisso entre os blocos.
Diálogo para Implementação Eficiente
Em preparação para o encontro no Rio, o presidente Lula já dialogou com o primeiro-ministro de Portugal, Luís Montenegro. Ambos concordaram em trabalhar de forma conjunta, ágil e eficiente para a implementação do acordo, buscando garantir que as populações dos blocos sintam os resultados concretos dessa parceria em um futuro próximo.
Desafios e Resistências ao Acordo
Apesar da celebração por governos e setores industriais, o acordo comercial não está isento de desafios. Há resistência por parte de agricultores europeus e ambientalistas, que expressam preocupações sobre possíveis impactos climáticos e a concorrência agrícola. A implementação do acordo será um processo gradual, com efeitos práticos que se desdobrarão ao longo de vários anos. Na França, por exemplo, agricultores já realizaram protestos, temendo a concorrência de importações sul-americanas mais baratas.
Fonte: G1
