Suspeito Ostentava Crimes em Redes Sociais e Chegou a Furtar R$ 1 Milhão
Um homem apontado como um dos principais ladrões de residências de luxo na Zona Sul do Rio de Janeiro foi preso pela Polícia Civil. Luan Moore Aguiar Martins de Mello foi identificado em diversos episódios de furto em imóveis de alto padrão, com valores que somam cerca de R$ 1 milhão. A audácia e os crimes cometidos levaram a polícia a apelidá-lo de “Pedro Dom da atualidade”, em referência ao famoso criminoso que atuava no Rio.
As investigações revelaram que Mello, que se autodenominava “assaltante homicida” e “terror da Gávea” em suas redes sociais, exibia fotos de armas e se vangloriava dos furtos. A Justiça do Rio destacou a “conduta social e audácia” do suspeito, decretando sua prisão preventiva por representar um risco à sociedade, especialmente no período de festas e recesso.
Um dos episódios que chamou a atenção foi o furto de R$ 200 mil em joias de uma casa em São Conrado. Mello teria invadido o imóvel com um comparsa, escalando o muro e arrombando uma janela. Câmeras de segurança flagraram a dupla dentro da residência.
Histórico Criminal e Modus Operandi
Luan Moore Aguiar Martins de Mello possui 47 anotações criminais, sendo que pelo menos dez apreensões ocorreram antes de ele completar a maioridade, todas por furto em residências. As investigações sobre o suspeito iniciaram em setembro do ano passado, após uma série de furtos em bairros como Jardim Botânico, Gávea e São Conrado.
O criminoso escolhia locais estratégicos, aproveitando a proximidade das residências com áreas de mata para realizar os furtos durante a noite. A polícia acredita que ele visava imóveis com potencial para conter objetos de alto valor.
Venda de Produtos Roubados e Ostentação
Após os furtos, Mello divulgava os produtos roubados em redes sociais, vendendo relógios, bolsas e joias por preços significativamente abaixo do mercado. Ele ignorava marcas e assinaturas de joias valiosas, recebendo apenas uma fração do valor real.
O suspeito utilizava o dinheiro obtido para frequentar restaurantes e hotéis de luxo, realizando os pagamentos em dinheiro vivo, que também ostentava nas redes sociais. A Polícia Civil segue investigando para identificar e prender outros envolvidos que se beneficiaram dos crimes.
Fonte: g1.globo.com
