Júri analisa morte de homem em situação de rua no Centro do Rio
O julgamento de Carlos Alberto Rodrigues do Rosário Júnior, acusado de matar Luiz Felipe Silva dos Santos a pauladas, está marcado para esta terça-feira (data exata não especificada na fonte) na 2ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio. O crime ocorreu em 23 de agosto de 2024, na Praça Mauá, no Centro da cidade, quando a vítima, em situação de rua, solicitava comida a um restaurante.
A Defensoria Pública do Rio de Janeiro ingressou como assistente de acusação no processo, buscando ressaltar a gravidade da violência direcionada à população em vulnerabilidade social. “Trata-se de um episódio de extrema gravidade, ocorrido quando uma pessoa pedia alimento em um espaço público, o que evidencia a urgência de enfrentar condutas violentas que não podem ser naturalizadas”, declarou Cristiane Xavier de Souza, subcoordenadora do Núcleo de Defesa dos Direitos Humanos da Defensoria Pública.
As imagens de câmeras de segurança do estabelecimento registraram o momento da agressão. A discussão inicial entre Luiz Felipe e Carlos Alberto, então segurança do local, evoluiu para a violência física. O segurança é visto pegando um bastão de madeira, empurrando a vítima, que cai e, em seguida, lança uma pedra contra o restaurante.
Agressão registrada por câmeras de segurança
Após o arremesso da pedra, Carlos Alberto persegue Luiz Felipe com o bastão em mãos. Registros de outra câmera mostram que o homem em situação de rua foi alcançado e agredido repetidamente até a morte, em frente ao Museu de Arte do Rio.
Histórico da vítima e contexto familiar
Luiz Felipe Silva dos Santos era natural de Queimados e deixou esposa e três filhos. Sua mãe faleceu há quase dois anos, e, segundo relatos, a dependência emocional após essa perda o levou ao alcoolismo e ao uso de drogas. Dificuldades familiares e violência doméstica o levaram a se afastar de casa e viver nas ruas por aproximadamente um ano.
Fonte: g1.globo.com
